terça-feira, 23 de outubro de 2007

Pintora aos 4 anos

Até uma criança poderia fazer isso.” Mistura de preconceito e desconfiança com relação a quem dita hoje as regras no lucrativo e hermético mercado das artes, a observação é das mais corriqueiras quando se depara com uma pintura abstrata ou uma peça qualquer exposta em uma galeria de arte contemporânea. Mas no caso dos quadros de Marla Olmstead, que chegaram a ser vendidos por US$ 25 mil, a observação que antes poderia soar ofensiva ganha outro sentido: trata-se da mais pura verdade (ou não?).

Pintora aos 4 anos”, documentário de Amir Bar-Lev que está sendo exibido na 31ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, conta a história da menina que virou manchete nos principais jornais e canais de televisão dos Estados Unidos em 2004 depois que suas pinturas foram descobertas por um galerista americano e descritas não apenas por ele mas por muitos especialistas e críticos de arte como obras de “um verdadeiro gênio” das artes.
Em sua primeira exposição individual, Marla Olmstead, então com apenas 4 anos, teve todas as suas telas – enormes pinturas a óleo coloridas e... abstratas – vendidas para compradores que a comparavam a Jackson Pollock, Monet ou Picasso . Incentivada pelo pai, ele próprio um pintor frustrado e sem talento, a menina vai produzindo um quadro após o outro e, em menos de um ano, torna-se um dos nomes mais quentes das artes americanas: no momento em que o popular programa de televisão “60 Minutes” decide fazer um perfil da menina-prodígio, o número total de pessoas na fila de espera para comprar uma pintura de Marla já chegava a 200. Dois dias após este mesmo perfil ir ao ar, entretanto, o número de encomendas chegou a zero.

Com a mesma velocidade com que se tornou queridinha no mundo das artes, a reputação de Marla despencou no momento em que a reportagem do “60 Minutes” colocou em questão a autenticidade de suas pinturas. Os produtores do programa acreditaram ter reunido evidências para supor que o pai da menina, Mark, seria o verdadeiro responsável pela “genialidade” da garota – por genialidade entenda-se o fato de ela pintar como uma artista abstrata adulta. Uma câmera escondida instalada no porão da residência dos Olmstead mostrou o que parecia ser Mark “dirigindo” o processo de criação de Marla.
E é nesse momento que, com a mesma transparência com que antes demonstrava empolgação com a história de Marla, o diretor do documentário passa a revelar suas próprias dúvidas sobre a autenticidade. Ao longo de mais de um ano de filmagens, Bar-Lev não conseguiu registrar a realização sequer de um quadro do começo ao fim. Ao contrário, em todas as vezes em que tentou, o resultado foram pinturas infantis que não passavam do que se esperaria de alguém como Marla, ou seja, de uma menina de 4 ou 5 anos. Seria ela apenas uma marionete das pretensões artísticas de seus pais? Teriam seus compradores sido enganados por um galerista oportunista e marketeiro? E quanto ao documentarista: não estaria ele sendo usado pela família como mais uma forma de dar legitimidade e credibilidade à história de Marla? Como a sempre recorrente pergunta sobre o que é ou não arte, “Pintora aos 4 anos” não oferece respostas prontas. Não por falta de empenho de seu diretor, dos pais da menina ou mesmo de seus críticos em tentar provar o seu ponto.
É que, como diz um crítico do jornal “The New York Times” entrevistado no filme, a única verdade que existe é aquela que se deseja contar. Se as pinturas de Marla – ou pelo menos creditadas a ela – um dia vão valer US$ 20 milhões ou se estarão destinadas a enfeitar a geladeira dos Olmstead daqui para frente, só o tempo e os próprios compradores serão capazes de dizer.

quinta-feira, 18 de outubro de 2007

Programa cultural/educativo e interessante!!!

Trilha pelo Recife relembra ocupação holandesa
De 1630 a 1654, os holandeses ocuparam o Nordeste do Brasil a fim de retomar o comércio do açúcar na região. Com o objetivo de relembrar a importância deste período para a política, economia e cultura regional, a Associação Centro Vivo Recife realiza nesta quinta-feira (18), a partir das 15h, uma trilha temática pelas ruas antigas da cidade, integrando o projeto O tempo dos flamengos no Recife. Com saída do Marco Zero, o passeio gratuito é aberto a todos que queiram acompanhá-lo, vai recontar com pequenas encenações teatrais algumas passagens mais conhecidas sobre o governo holandês.
Após a concentração, a trilha passará, a pé, pela Rua do Bom Jesus, Ponte Maurício de Nassau, Rua do Imperador e Praça da República. Em cada ponto, uma atração especial, como as pequenas esquetes que contarão um pouco da história dos lugares na época holandesa. Ao todo, participarão cerca de 20 atores e figurantes, acompanhados pelo som de tambores e clarins, instrumentos comumente usados durante a ocupação estrangeira.
O percurso pelo centro foi escolhido pela riqueza de referências. A área abriga a 1ª sinagoga das Américas, a Ponte Maurício de Nassau (1ª primeira grande ponte do Brasil), a Rua do Imperador (onde está a 1ª casa do Conde Nassau na cidade) , o Convento Franciscano de Santo Antônio, que na época holandesa foi transformado em forte e onde ainda está a maior coleção de azulejos holandeses do século 17 no Brasil, e a Praça da República, antigo Horto Botânico, onde estava localizado o Palácio de Friburgo.
O final do passeio, previsto para as 18h, ocorrerá justamente na praça, onde será encenado um banquete simbólico com todos os "personagens" principais da época: índios, judeus, mulheres, médicos, astrônomos, religiosos e a corte do Conde Maurício de Nassau.
SERVIÇO: Trilha Temática O tempo dos flamengos no Recife
Quinta-feira (18), às 15h - Saída do Marco Zero e encerramento na praça da República
Fonte: JC on line (http://jc.uol.com.br/)

quinta-feira, 11 de outubro de 2007

Aquele abraço! :-)

O Rio de Janeiro continua lindo
O Rio de Janeiro continua sendo
O Rio de Janeiro, fevereiro e março
Alô, alô, Realengo - aquele abraço!
Alô, torcida do Flamengo - aquele abraço!
Chacrinha continua balançando a pança
E buzinando a moça e comandando a massa
E continua dando as ordens no terreiro
Alô, alô, seu Chacrinha - velho guerreiro
Alô, alô, Terezinha, Rio de Janeiro
Alô, alô, seu Chacrinha - velho palhaço
Alô, alô, Terezinha - aquele abraço!
Alô, moça da favela - aquele abraço!
Todo mundo da Portela - aquele abraço!
Todo mês de fevereiro - aquele passo!
Alô, Banda de Ipanema - aquele abraço!
Meu caminho pelo mundo eu mesmo traço
A Bahia já me deu régua e compasso
Quem sabe de mim sou eu - aquele abraço!
Pra você que meu esqueceu - aquele abraço!
Alô, Rio de Janeiro - aquele abraço!
Todo o povo brasileiro e estrangeiro - aquele abraço!
P.S.: Viajarei amanhã (12/10) para o Rio de Janeiro com meu marido (nossa 2ª "lua de mel"), e voltarei na segunda à noite!
Desejo a todos um excelente feriadão!!! (sexta a domigo ou segunda!)
OBS: Amanhã (12/10) é feriado nacional de Nossa Senhora Aparecida e também é comemorado o Dia das Crianças. Na próxima segunda (15/10) é o dia do(a) Professor(a) e também o dia do Comerciário.

quarta-feira, 10 de outubro de 2007

De sexta passada (05/10) até domingo (14/10), realiza-se a 6ª Bienal Internacional do Livro de Pernambuco. O "internacional" pode soar um pouco pomposo (tipo aquele antigo slogan da Rádio Jornal: "Pernambuco falando para o mundo"), mas é verdadeiro, na medida em que traz uma dúzia de escritores da Venezuela, Portugal, Alemanha, França, Moçambique, entre outros países.

O evento, por vários critérios (público freqüentador em torno de meio milhão de visitantes, venda de milhões de exemplares de livros etc), deve ser o 3º maior do Brasil, no gênero. E coroa o que chamo "Estação das Letras" em Pernambuco, iniciada em agosto com o Festival de Literatura do Recife "A Letra e a Voz", seguido em setembro pela Fliporto, em Porto de Galinhas, culminando agora com a Bienal.
E pela vez uma Bienal do Livro explora a relação entre literatura e gastronomia, com direito as Oficinas Gastro-literárias!
Bienal cheia por conta de descontos e palestras
O público lotou o Centro de Convenções no 1º final de semana da Bienal, atraído por ótimas palestras e principalmente pelas ofertas das livrarias. A busca pelo melhor livro com o menor preço exige alguma paciência e muita disposição para se “acotovelar” na desordem das prateleiras, mas o esforço vale a pena quando se encontra edições novas em folha com descontos de 30% a 50%, algo impensável nas “megastores” da cidade.
Liderando as melhores palestras do domingo, o escritor pernambucano Marcelino Freire e os atores do coletivo Angu de Teatro deram um show de interpretação ao ler, em primeira mão, os contos do ainda inédito “Rasif - Mar que Arrebenta”, livro que Freire lança em abril.
Já Paulo César Araújo contou as minúcias da briga judicial com o Roberto Carlos por conta da biografia não-autorizada “Roberto Carlos em Detalhes”, censurada pelo cantor. Araújo defende-se dizendo que todos os fatos relatados no livro são de conhecimento do público, pois já foram abordados pela imprensa e pelo próprio Roberto em suas canções. O autor reclama também da arbitrariedade da justiça, que ameaçou, entre outras coisa, fechar a editora Planeta por conta do livro “subversivo”.
Para saber tudo sobre a Bienal, é só acessar o site http://www.bienalpernambuco.com/P.S.: Eu fui logo no 1º dia e A - D - O - R - E - I !!!

segunda-feira, 8 de outubro de 2007

Brasil concorre em 7 categorias no Emmy Internacional

O Brasil está concorrendo em 7 categorias no prêmio Emmy internacional deste ano, que acontece dia 19 de novembro. É o maior número de indicações que o país já recebeu na premiação.

Do total de indicações, a Rede Globo concorre em 5 categorias. Lázaro Ramos e Lília Cabral são finalistas no prêmio de melhor ator e atriz.

Lázaro interpretou o anti-herói Foguinho na novela "Cobras e lagartos", de João Emmanuel Carneiro. A vilã Marta, de "Páginas da vida", do autor Manoel Carlos, valeu a indicação à atriz.

Dos programas da emissora, foram indicados também a série "Os amadores", na categoria "comédia" e o seriado "Antônia", um dos nomeados como "melhor minissérie". O especial "Por Toda a Minha Vida", sobre a cantora Elis Regina, concorre na categoria "melhor programa de arte".

Ainda do Brasil também concorrem o programa "Mothern", da GNT, como "melhor série dramática". Da TVE, "O Menino Maluquinho" foi nomeado na categoria "programa infantil".
Em 2006, a Globo também foi uma das finalista ao Emmy Internacional com a novela "Sinhá Moça", o programa "Os amadores" e a 6º edição do "Big brother Brasil".
No mês passado, a emissora concorreu ao Emmy Internacional de Jornalismo com o "Jornal Nacional" e com o policial "Linha direta".

Concorrem na premiação programas de TV de 16 países. O maior rival do Brasil é o Reino Unido, que neste ano compete em 8 categorias.