Um trabalho publicado no seriíssimo periódico científico
International Journal of Obesity aponta suspeitos para a explosão da epidemia de obesidade que vão muito além do sedentarismo e dos exageros à mesa
1. O ar condicionadoNosso corpo queima energia para se aquecer ou se resfriar conforme a temperatura ambiente e assim manter seus 36 ou 37 graus centígrados contantes. Ele não precisa adicionar lenha na fogueira para essa tarefa quando o termômetro externo marca o equivalente a 27 graus centígrados, se o corpo estivesse nu — o que os cientistas chamam de zona termoneutra. E o uso de aquecedores e aparelhos de ar-condicionado proporciona essa sensação térmica. Ou seja, o organismo tende a não gastar — ou pelo menos a gastar menos — calorias para regular seu calor.
2. Pouco sono, muito apetiteNão dormir o suficiente pode ter um peso considerável no aumento da circunferência abdominal. Pesquisas demonstram que o déficit de sono provoca uma queda nos níveis do hormônio da saciedade, a leptina, e uma elevação de um outro hormônio, a grelina, que dispara a vontade de comer.
3. Menos cigarro…...
e infelizmente mais quilos. Além de estimular o gasto energético, a nicotina tira o apetite. Claro, isso não é justificativa para alguém insistir em fumar. Apenas serve de alerta para o ex-tabagista cuidar ainda mais do peso.
4. De mãe para filhoEngordar em demasia na gravidez ou ter diabete gestacional elevam o risco de o filho se tornar um adulto obeso. O mesmo vale para bebês que nascem com baixo peso - no futuro, como se fosse para compensar, eles tendem a acumular reservas de energia com maior facilidade.
5. Matrimônio da pesadaGordos se casam com mais freqüência com gordos. Essa é uma verdade estatística de razões discutíveis. O fato é que a união contribuiria para o crescimento da obesidade porque seus filhos nasceriam com essa tendência, sem contar que (outra estatística) gordos tendem a ter mais bebês.
6. O envelhecimentoNo hemisfério norte a prevalência de obesidade é maior entre os indivíduos maduros. "Com o avanço dos anos, os tecidos do corpo em geral se renovam menos", diz o endocrinologista Durval Damiani, do Instituto da Criança, em São Paulo. "Mas o adiposo foge a essa regra." Suas células podem se multiplicar em pleno vapor na idade avançada.
7. Dinheiro e filhosPor questões que têm a ver inclusive com educação, a obesidade tende a ser mais comum entre os indivíduos mais pobres. E estes tendem a ter mais filhos. Por sua vez, quanto maior a prole, maiores as chances de uma mulher ganhar quilos extras para o resto da vida.
8. Alguns remédiosMedicamentos para depressão, pressão alta, diabete e até os anticoncepcionais favoreceriam um aumento de peso indireto.
9. ToxinasA exposição a pesticidas e poluentes no dia-a-dia poderia desregular hormônios como o estrógeno. E o distúrbio faria o tecido adiposo crescer.
10. Mãe mais velhaDe acordo com cientistas britânicos, filhos de mulheres que tiveram uma gravidez tardia têm mais facilidade para acumular gordura no corpo. Ninguém ainda sabe o porquê.
Obs.: A publicação deste artigo não reflete obrigatoriamente a minha opinião/concordância com todos os tópicos acima, pois cada caso é um caso e não acredito muito em estatísticas