sábado, 24 de outubro de 2009

Arte de um pernambucano de sucesso!


Colorida, vibrante, alegre e sem limites, a arte pop de Romero Britto surpreende em lugares insuspeitos de Miami, e sua mais recente criação está a ponto de se espalhar pelas ruas de toda a cidade.

Com seu estilo característico, o artista brasileiro pintou uma série de parquímetros, cujo dinheiro que arrecadar será destinado às pessoas que vivem nas ruas.

Além disso, Romero Britto pretende inaugurar em menos de 3 anos uma das maiores instalações de arte do mundo, quando terminar de pintar um mural ao longo das paredes externas do monumental estádio de futebol americano dos Miami Dolphins.

Para este artista de 46 anos, pequenas ou grandes contribuições urbanas são formas que ele encontrou para agradecer à cidade que o tirou dos tempos difíceis de sua adolescência no Recife e o transformou em poucos anos naquele que muitos conhecem hoje como "o artista feliz".

"Pinto sensações, sentimentos universais", explicou Romero Britto, em entrevista à AFP.
 Em seus quadros - uma mistura de cubismo e pop art, com um traço negro que contém uma explosão de cores -, não se descobre a origem da cena.

"Minha obra reflete uma celebração das coisas simples e boas da vida", explica o artista, que descobriu a pintura aos 8 anos de idade e fez dela a única atividade que dava paz e ordem a sua caótica vida.

Seus desenhos estão espalhados por toda Miami. E suas esculturas recebem os visitantes em shopping centers e parques. Mas sua obra já não tem fronteiras.

"Apesar de muita gente achar que sou apenas um artista de Miami, estou viajando o tempo todo e minha obra está no mundo todo", afirma Romero Britto.

Seus trabalhos estão em galerias de pontos tão distantes quanto Tóquio, Cingapura e São Paulo. E em museus do Brasil, Venezuela, Holanda, China e, mais recentemente, no Louvre de Paris. "Minha arte é uma ponte que me leva a muitos lugares", acrescenta.

Para comemorar a volta de Tutankamon a Londres depois de 35 anos, o governo britânico encomendou a Romero Britto a instalação de uma pirâmide de 15 metros - simulando a pirâmide de Gizé -, que foi exibida no Hyde Park em 2008.

Esse projeto o aproximou do príncipe Charles, que o convidou para um almoço com sua esposa Camila Parker Bowles e, posteriormente, para um jantar de gala no Palácio de Buckingham. "Nunca imaginei que um dia ia entrar no Buckingham Palace", comenta Romero Britto.


Em seu estúdio, no distrito de Wynwood, em Miami, Romero Britto explica que aprendeu a unir o tempo de seu hemisfério criativo ao tino de empresário para poder responder às "responsabilidades do sucesso".

Dessa maneira, e com a ajuda de inúmeras pessoas que trabalham numa espécie de estrutura de produção artística - que em 2008 somou 14 milhões de dólares em vendas -, Romero Britto responde a uma demanda global crescente por sua assinatura.

Ele vai ser o artista oficial da Copa do Mundo de futebol da África do Sul em 2010. Os retratos que pintou dos pilotos de Fórmula 1 ficarão expostos até o fim do mês em Cingapura por ocasião do Grande Prêmio neste país; e, nos próximos meses viajará ao Qatar e aos Emirados Árabes a convite dos reis desses países.

A simplicidade de sua arte multicolorida conseguiu encantar, além de monarcas, figuras como Bill Clinton, Andre Aggasi, Ronaldo, Madonna e Arnold Schwarzenegger, que sempre compram suas obras para si mesmos ou para presentear outras pessoas.

Apesar de muitos críticos considerarem seus trabalhos extremamente simples e fruto de sua falta de formação artística, Romero Britto, um autodidata, acredita que sua obra agrada porque tem ingredientes de todas as partes.

E ensaia uma definição: "Vejo minha arte como uma mistura do carnaval do Brasil, com um pouquinho da liberdade dos Estados Unidos, do espírito da Ásia, a velocidade da Rússia e algumas velhas tradições da Europa".

Fonte: AFP Paris


sábado, 17 de outubro de 2009

História do meu bairro: Várzea (Continuação)


O Recife têm muitas histórias. Entre elas, as histórias dos seus bairros. Onde guardam suas lembranças e mantêm as tradições. A cidade está repleta de pontos turísticos ainda, desconhecidos para muitos moradores. A comunidade da Várzea do Capibaribe é um exemplo real…

No passado, foi líder na economia pernambucana. A produção de cana-de-açúcar movimentava os negócios. Segundo o relatório do holandês Adriaen Verdonck em 1630, encontrava-se na Várzea, a melhor e a maior parte do açúcar do Estado. Ele acrescenta que, além da riqueza, o local era a melhor e mais bela moradia dentre os melhores lugares de Pernambuco.


Outro aspecto na história do bairro é marcado pela vanguarda que combateu os holandeses na Batalha dos Guararapes. No engenho São João, os lideres do movimento discutiam planos de revolta contra os “invasores”. Portanto, além do poderia econômico a Várzea foi local de resistência popular. O corpo do lider índio Felipe Camarão, um dos heróis das batalhas que resultou na expulsão dos holandeses, está enterrado na Igreja Matriz da Várzea.


De acordo com o Livro que cria o Estado do Brasil de 1612, a Igreja Matriz, dedicada a Nossa Senhora do Rosário, abrigou a 1ª freguesia suburbana do atual município do Recife. Portanto, a Várzea é o 1º bairro da capital pernambucana. A Igreja matriz passou por reformas, entre 1868 e 1872, modificando totalmente sua arquitetura. Recentemente, o Departamento de Arqueologia da Universidade Federal de Pernambuco, (UFPE) encontrou um cemitério de vítimas das 2 batalhas dos Montes Guararapes na sacristia da Igreja.

A Várzea é um dos bairros mais antigos do grande Recife. Com um pouco mais de 400 anos, é o 2º maior bairro da cidade e um dos mais bonitos também…Os moradores se orgulham da beleza do lugar. No século XX, a Várzea se destacou em produção e industrialização de cana-de-açúcar no Brasil. Atraía turistas de todo o mundo.

Hoje, o bairro não pode contar muito com esse auxílio, mas ainda assim, conta com diversos pontos turísticos que encantam o mapa geográfico da cidade. Entre eles, cito alguns: a Praça Pinto Damásio, a Igreja Nossa Srª do Rosário e as Instituições Brennand (Oficina Francisco Brennand e Instituto Ricardo Brennand).





O bairro também é constituído por muitos comércios, como: mercados, papelarias, livrarias, padarias, bares, restaurantes, churrascaria, pizzarias, sorveterias, farmácias, lan houses e etc.

Com tudo isso o bairro da Várzea pode ser considerado um marco eterno na história da cidade do Recife.

domingo, 11 de outubro de 2009

Temos o Dia do Astrônomo Pernambucano (02/06)



No bairro da Várzea, mas precisamente na frente do antigo Colégio São João, o Projeto Céu de Pernambuco prestou uma homenagem ao Padre Jorge Polman, no dia 02 de junho de 2009. Esse evento também estava na programação do Ano Internacional da Astronomia, visto que o Projeto Céu de Pernambuco agora também é um Nó Local do IYA.
No momento, apresentamos o dia 02 de junho, como DIA do ASTRÔNOMO PERNAMBUCANO, pois a data relembra o dia em que o Padre Jorge Polman passou a observar as estrelas a partir do telescópio de Deus (02-06-1986).

Recebemos um grande presente de um ex-Aluno do Padre Jorge: a placa que demarcava um coreto na praça da Várzea como Espaço Jorge Polman. Após uma reforma na praça, a placa havia sido retirada e estava no depósito da Prefeitura do Recife. Agora essa placa está com o Projeto Céu de Pernambuco esperando o momento de ser novamente afixada, agora num local que terá a atenção das oculares do Projeto Céu de Pernambuco, na PRAÇA JORGE POLMAN - A Praça da Astronomia, em frente ao Colégio São João na Várzea.


sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Agosto - o mês do maluco beleza

Quando velhos sucessos de Raul Seixas começaram a tocar repetidamente nas rádios na tarde daquela segunda-feira, 21 de agosto de 1989, não foram poucos os que se surpreenderam. Com Raul ausente das paradas desde Cowboy fora da lei, 2 anos antes, escutar antigos hits como Ouro de tolo, Gita, Metamorfose ambulante e Maluco beleza no meio da programação regular - que ia da revelação Marisa Monte a Chitãozinho e Xororó, passando por Legião Urbana - deveria significar alguma coisa. E a notícia não demorou a chegar. Se para muitos foi uma surpresa, para os que acompanhavam o artista de perto era mais que esperado. Suas últimas aparições públicas causavam um misto de choque e comoção. Mesmo com a saúde bastante debilitada, a lenda do rock brasileiro arrastava multidões em seus shows. Apoiado pelo amigo e discípulo Marcelo Nova, acabara de realizar uma extensa e bem-sucedida excursão por todo o país. A derradeira apresentação foi em Brasília, poucos dias antes de ser encontrado morto no modesto apartamento onde morava sozinho em São Paulo. A semana que se seguiu ao show no Planalto Central seria de descanso e de preparação para as atividades de lançamento do disco gravado nos intervalos das apresentações pelo Brasil. A panela do diabo, batizado pela dupla por inspiração de evangélicos que distribuíam panfletos comparando Raul ao Belzebu na porta de um show no interior de São Paulo, era o resultado da parceria que uniu os 2 irrequietos baianos no momento em que o País vivia uma de suas mais importantes transições.
As primeiras apresentações conjuntas de Raul e Marcelo foram na Concha Acústica do Teatro Castro Alves, em Salvador, a apenas 2 semanas da promulgação da Constituição de 1988. Mais que um marco histórico, a nova Carta tinha um efeito prático para o roqueiro. Após quase 20 anos de carreira, pela 1ª vez ele estaria legalmente livre para dizer o que quisesse, como pregava a sua constituição, o manifesto da Sociedade Alternativa. Junto com a volta das garantias coletivas e individuais, a Constituição Cidadã - como Ulysses Guimarães a batizara - acabava de vez a censura às obras artísticas, mantida no governo civil de Sarney mesmo após a saída dos militares do poder e que ainda naquele 1988 havia proibido a execução pública de Não Quero mais andar na contramão, do fraco disco Pedra do Gênesis que antecedeu o encontro de Raul com Marcelo. Se os novos tempos traziam liberdade total de expressão, o que faltava agora a Raul era motivação. Diabético, com uma pancreatite crônica decorrente do alcoolismo e recém-separado da última das 5 mulheres com quem foi casado, estava depressivo e amargurado. O sarcasmo, a ironia e a índole zombeteira e verborrágica que por anos marcaram suas aparições e músicas deram lugar a uma figura calada.
O convite do ex-líder do Camisa de Vênus para os shows - junto a um necessário acompanhamento médico - deu uma injeção de ânimo em Raul. Já na chegada a Salvador para as primeiras apresentações, a dupla chegou zombando de Gilberto Gil, que dava na capital baiana os primeiros passos da carreira política que culminaria anos depois com o cargo de ministro da Cultura no governo Lula. O atual presidente, na época disputando a sua 1ª eleição presidencial, também foi alvo da dupla. Com a inédita campanha eleitoral para a escolha do novo presidente a pleno vapor em 1989, o magro barbudo e Marcelo declaravam que não acreditavam em alguém que não ria, referindo-se à sisudez do petista, considerada um dos principais fatores de rejeição a ele.
Apesar do calor da disputa eleitoral enquanto corria a turnê, a sucessão política especificamente não serviu de inspiração para as composições da nova dupla. Mas outros temas que estavam nas páginas de jornais e nos noticiários da TV não passaram despercebidos. Em meio às celebrações ao "rockão antigo" e canções autobiográficas, a panela preparada por Raul e Marcelo misturava Salman Rushdie, Sting e cacique Raoni em Best seller e ainda davam uma espinafrada em Edir Macedo na divertida Pastor João e a Igreja Invisível: "Pois eu transformo água em vinho, chão em céu, pão em pedra, cuspe em mel/ Para mim não existe impossível/ pastor João e a Igreja Invisível". 20 depois, com os mesmos personagens ainda protagonizando os noticiários não deixa de ser premonitória a sentença da já citada Best seller, que dizia que no final bandido casa com o mocinho. Mas os pontos altos eram mesmo as que olhavam para dentro, para trás, ou para o futuro, com a mistura de balanço de vida com testamento de Banquete de lixo: "Meu amigo Marceleza/ já me disse com certeza/ não sou nenhuma ficção/ e assim torto de verdade/ com amor e com maldade/ um abraço e até outra vez".Raul não viveria para ver o relativo sucesso do disco. Morreu aos 44 anos no dia em que o LP chegava às lojas. Também não viu o resultado daquelas eleições, a iminente queda do Muro de Berlim, a chegada da MTV, os anos 90, a internet... que talvez poderão ser cantadas por alguém daqui a 10 mil anos.
Para conferir
O Multishow (TV paga) exibe hoje, às 21h30, o documentário 20 anos sem Raul Seixas, com entrevistas, making of de shows e clipes - A MTV apresenta hoje, às 19h45, o programa Rockstória Raul Seixas- Amanhã, às 23h, o MTV + exibe o especial 20 anos sem Raul.
CD 20 anos sem Raul Seixas
Álbum que traz, além de takes alternativos, sucessos em inglês e ainda uma faixa inédita que foi censurada em 1974: Gospel. Gravadora: Microservice, R$ 24
DVD 20 anos sem Raul Seixas
O DVD traz imagens pessoais de Raul com amigos, além de entrevistas e trechos de shows, inclusive um dos últimos shows de Raul, ao lado de Marcelo Nova (ex-Camisa de Vênus), antes de sua morte. Traz ainda o videoclipe de Morning Train. Gravadora: Microservice, R$ 45
Livro Raul Seixas - Metamorfose ambulante
Escrito por Mário Lucena, Laura Kohan e Igor Zinza e mostra um Raul que os fãs não conheceram. Seu fascínio por filosofia e a inspiração para músicas que revolucionaram o rock nacional, e a criação do "Maluco Beleza", reverenciado por antigose novos fãs. Editora: B&A, R$ 30 (nas bancas de jornal)

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Feliz Dia dos Pais!!!

O Cristo Redentor recebeu uma iluminação especial na noite deste domingo (09) em comemoração ao Dia dos Pais. O evento começou no fim da tarde, com a oração do ângelus rezada pelo arcebispo do Rio, Dom Orani João Tempesta. A novidade foi vista no coração da obra. Luzes vermelhas simularam batimentos cardíacos. Oito canhões de luz, refletores e dezenas de lâmpadas coloriram o monumento. (Foto: Patrícia Kappen)
Fonte: G1