domingo, 11 de outubro de 2009

Temos o Dia do Astrônomo Pernambucano (02/06)



No bairro da Várzea, mas precisamente na frente do antigo Colégio São João, o Projeto Céu de Pernambuco prestou uma homenagem ao Padre Jorge Polman, no dia 02 de junho de 2009. Esse evento também estava na programação do Ano Internacional da Astronomia, visto que o Projeto Céu de Pernambuco agora também é um Nó Local do IYA.
No momento, apresentamos o dia 02 de junho, como DIA do ASTRÔNOMO PERNAMBUCANO, pois a data relembra o dia em que o Padre Jorge Polman passou a observar as estrelas a partir do telescópio de Deus (02-06-1986).

Recebemos um grande presente de um ex-Aluno do Padre Jorge: a placa que demarcava um coreto na praça da Várzea como Espaço Jorge Polman. Após uma reforma na praça, a placa havia sido retirada e estava no depósito da Prefeitura do Recife. Agora essa placa está com o Projeto Céu de Pernambuco esperando o momento de ser novamente afixada, agora num local que terá a atenção das oculares do Projeto Céu de Pernambuco, na PRAÇA JORGE POLMAN - A Praça da Astronomia, em frente ao Colégio São João na Várzea.


sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Agosto - o mês do maluco beleza

Quando velhos sucessos de Raul Seixas começaram a tocar repetidamente nas rádios na tarde daquela segunda-feira, 21 de agosto de 1989, não foram poucos os que se surpreenderam. Com Raul ausente das paradas desde Cowboy fora da lei, 2 anos antes, escutar antigos hits como Ouro de tolo, Gita, Metamorfose ambulante e Maluco beleza no meio da programação regular - que ia da revelação Marisa Monte a Chitãozinho e Xororó, passando por Legião Urbana - deveria significar alguma coisa. E a notícia não demorou a chegar. Se para muitos foi uma surpresa, para os que acompanhavam o artista de perto era mais que esperado. Suas últimas aparições públicas causavam um misto de choque e comoção. Mesmo com a saúde bastante debilitada, a lenda do rock brasileiro arrastava multidões em seus shows. Apoiado pelo amigo e discípulo Marcelo Nova, acabara de realizar uma extensa e bem-sucedida excursão por todo o país. A derradeira apresentação foi em Brasília, poucos dias antes de ser encontrado morto no modesto apartamento onde morava sozinho em São Paulo. A semana que se seguiu ao show no Planalto Central seria de descanso e de preparação para as atividades de lançamento do disco gravado nos intervalos das apresentações pelo Brasil. A panela do diabo, batizado pela dupla por inspiração de evangélicos que distribuíam panfletos comparando Raul ao Belzebu na porta de um show no interior de São Paulo, era o resultado da parceria que uniu os 2 irrequietos baianos no momento em que o País vivia uma de suas mais importantes transições.
As primeiras apresentações conjuntas de Raul e Marcelo foram na Concha Acústica do Teatro Castro Alves, em Salvador, a apenas 2 semanas da promulgação da Constituição de 1988. Mais que um marco histórico, a nova Carta tinha um efeito prático para o roqueiro. Após quase 20 anos de carreira, pela 1ª vez ele estaria legalmente livre para dizer o que quisesse, como pregava a sua constituição, o manifesto da Sociedade Alternativa. Junto com a volta das garantias coletivas e individuais, a Constituição Cidadã - como Ulysses Guimarães a batizara - acabava de vez a censura às obras artísticas, mantida no governo civil de Sarney mesmo após a saída dos militares do poder e que ainda naquele 1988 havia proibido a execução pública de Não Quero mais andar na contramão, do fraco disco Pedra do Gênesis que antecedeu o encontro de Raul com Marcelo. Se os novos tempos traziam liberdade total de expressão, o que faltava agora a Raul era motivação. Diabético, com uma pancreatite crônica decorrente do alcoolismo e recém-separado da última das 5 mulheres com quem foi casado, estava depressivo e amargurado. O sarcasmo, a ironia e a índole zombeteira e verborrágica que por anos marcaram suas aparições e músicas deram lugar a uma figura calada.
O convite do ex-líder do Camisa de Vênus para os shows - junto a um necessário acompanhamento médico - deu uma injeção de ânimo em Raul. Já na chegada a Salvador para as primeiras apresentações, a dupla chegou zombando de Gilberto Gil, que dava na capital baiana os primeiros passos da carreira política que culminaria anos depois com o cargo de ministro da Cultura no governo Lula. O atual presidente, na época disputando a sua 1ª eleição presidencial, também foi alvo da dupla. Com a inédita campanha eleitoral para a escolha do novo presidente a pleno vapor em 1989, o magro barbudo e Marcelo declaravam que não acreditavam em alguém que não ria, referindo-se à sisudez do petista, considerada um dos principais fatores de rejeição a ele.
Apesar do calor da disputa eleitoral enquanto corria a turnê, a sucessão política especificamente não serviu de inspiração para as composições da nova dupla. Mas outros temas que estavam nas páginas de jornais e nos noticiários da TV não passaram despercebidos. Em meio às celebrações ao "rockão antigo" e canções autobiográficas, a panela preparada por Raul e Marcelo misturava Salman Rushdie, Sting e cacique Raoni em Best seller e ainda davam uma espinafrada em Edir Macedo na divertida Pastor João e a Igreja Invisível: "Pois eu transformo água em vinho, chão em céu, pão em pedra, cuspe em mel/ Para mim não existe impossível/ pastor João e a Igreja Invisível". 20 depois, com os mesmos personagens ainda protagonizando os noticiários não deixa de ser premonitória a sentença da já citada Best seller, que dizia que no final bandido casa com o mocinho. Mas os pontos altos eram mesmo as que olhavam para dentro, para trás, ou para o futuro, com a mistura de balanço de vida com testamento de Banquete de lixo: "Meu amigo Marceleza/ já me disse com certeza/ não sou nenhuma ficção/ e assim torto de verdade/ com amor e com maldade/ um abraço e até outra vez".Raul não viveria para ver o relativo sucesso do disco. Morreu aos 44 anos no dia em que o LP chegava às lojas. Também não viu o resultado daquelas eleições, a iminente queda do Muro de Berlim, a chegada da MTV, os anos 90, a internet... que talvez poderão ser cantadas por alguém daqui a 10 mil anos.
Para conferir
O Multishow (TV paga) exibe hoje, às 21h30, o documentário 20 anos sem Raul Seixas, com entrevistas, making of de shows e clipes - A MTV apresenta hoje, às 19h45, o programa Rockstória Raul Seixas- Amanhã, às 23h, o MTV + exibe o especial 20 anos sem Raul.
CD 20 anos sem Raul Seixas
Álbum que traz, além de takes alternativos, sucessos em inglês e ainda uma faixa inédita que foi censurada em 1974: Gospel. Gravadora: Microservice, R$ 24
DVD 20 anos sem Raul Seixas
O DVD traz imagens pessoais de Raul com amigos, além de entrevistas e trechos de shows, inclusive um dos últimos shows de Raul, ao lado de Marcelo Nova (ex-Camisa de Vênus), antes de sua morte. Traz ainda o videoclipe de Morning Train. Gravadora: Microservice, R$ 45
Livro Raul Seixas - Metamorfose ambulante
Escrito por Mário Lucena, Laura Kohan e Igor Zinza e mostra um Raul que os fãs não conheceram. Seu fascínio por filosofia e a inspiração para músicas que revolucionaram o rock nacional, e a criação do "Maluco Beleza", reverenciado por antigose novos fãs. Editora: B&A, R$ 30 (nas bancas de jornal)

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Feliz Dia dos Pais!!!

O Cristo Redentor recebeu uma iluminação especial na noite deste domingo (09) em comemoração ao Dia dos Pais. O evento começou no fim da tarde, com a oração do ângelus rezada pelo arcebispo do Rio, Dom Orani João Tempesta. A novidade foi vista no coração da obra. Luzes vermelhas simularam batimentos cardíacos. Oito canhões de luz, refletores e dezenas de lâmpadas coloriram o monumento. (Foto: Patrícia Kappen)
Fonte: G1

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Escultura em ferro vira atração

Uma escultura tem chamado a atenção de quem passa pela BR-232, em Pombos, Agreste pernambucano. Não são poucos os que param para tirar fotos ao lado da figura de um cão de 3 cabeças, todo em ferro, com cerca de 3 metros de comprimento e 800 quilos. A peça retrata Cérbero, criatura da mitologia que guardava a entrada do Hades, reino subterrâneo dos mortos, deixando as almas entrarem, mas jamais saírem, e despedaçando os mortais que por lá se aventurassem. Da rodovia é possível ver enormes cavalos de madeira e outras esculturas feitas pelo artista Eddy Polo Lira, 46 anos, que vive e trabalha na Fazenda-ateliê Santa Clara. A escultura do Cérbero foi feita há 12 anos e já ficou exposta no Recife e nas ruas da Praia de Pipa, no Rio Grande do Norte. “O interessante é que nenhum cavalo passa perto dele, eles se assustam”, diz Eddy Polo.
Uma das que se impressionaram com o Cérbero foi a empresária Samanta Cavalcanti, 38, moradora de Gravatá, na mesma região. “Passei por lá de madrugada com uns funcionários. Paramos o carro, batemos e chutamos a estátua. Só não jogamos fora porque era muito pesada. Pensei que era coisa do mal”, lembra. Mesmo depois de saber da relação da obra com a mitologia, a empresária evita olhar quando passa pelo local. A maioria, entretanto, vê a estátua com bons olhos. É o caso do funcionário público Gildo Ribeiro, 32, que parou para tirar fotos dos filhos ao lado do Cérbero de ferro. “A escultura mostra a habilidade do artista com o material.” Para o motorista Josué Gomes de Andrade, 22, que mora nas proximidades, a obra provoca estranheza. “É bem feita e chama a atenção.” O cachorro de 3 cabeças é uma das obras do artista. Dentro da fazenda, Eddy Polo trabalha, desde março, na construção de um cavalo em madeira de quase 4 metros de altura e 3,5 toneladas. “Será minha obra-prima, deve estar pronta em 2 meses. Minhas obras são polêmicas, mas vou produzir o quê? santinhos?” Os trabalhos são feitos sob encomenda e, segundo o artista, os pedidos são muitos.
Uma das que se renderam ao talento de Eddy Polo foi a prefeita de Pombos, Jane Povão. No começo, ela fazia parte dos que queriam destruir a imagem. “Não é uma obra para se gostar, mas é interessante.”
A prefeita consolidou projetos de fazer um centro de artesanato às margens da BR-232 e construir “o maior abacaxi do mundo”, produto mais cultivado no município.
Fonte: JC

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Eclipse solar + longo do século 21

Milhões de asiáticos olharam para o céu na manhã de hoje para ver o dia repentinamente se transformar em noite, no mais longo eclipse total do Sol previsto para este século. O fenômeno começou pela Índia pouco depois do amanhecer e foi visível em grande parte do continente asiático antes de completar seu trânsito pelo sul do Japão e terminar no Oceano Pacífico. Em algumas partes da Ásia, o eclipse durou quase 7 minutos.As manifestações em relação ao fenômeno foram as mais diversas.

Em Xangai, chineses lançaram fogos de artifício e dançaram para celebrar o eclipse. Em uma ilha do norte do Japão, animais confusos pararam de pastar e retornaram a seus celeiros, provavelmente acreditando que já era noite.

Diversas pessoas se trancaram em casa, temerosas de que o raro fenômeno celeste representasse um mau presságio.

O eclipse também fez ao menos uma vítima: na Índia, uma mulher foi esmagada quando uma multidão se aglomerou às margens do Rio Ganges para observar o fenômeno.
Trata-se do mais longo eclipse total desde 11 de julho de 1991, quando um fenômeno celeste similar se estendeu por quase 7 minutos e foi visível do Havaí à América do Sul. Não haverá nenhum outro eclipse tão longo quanto o de hoje antes de 2132.
Um eclipse solar total cobriu de sombras nesta quarta-feira uma estreita faixa da Ásia, onde centenas de milhões de pessoas viram o céu escurecer, embora em alguns lugares as espessas nuvens de verão tenham bloqueado a imagem.

Este eclipse total, o mais longo do século 21, projetou-se sobre os países mais populosos do mundo, a China e a Índia, durante o seu percurso ao longo de metade do planeta. Ele era visível em um corredor de aproximadamente 250 quilômetros de largura, segundo a Nasa.

Na Índia, onde há muitas superstições ligadas a eclipses, as pessoas se aglomeraram nos becos da antiga cidade sagrada hindu de Varanasi e aproveitaram para mergulhar no Ganges, o que supostamente as liberta do ciclo de vida e morte. Entoando hinos hindus, milhares de homens, mulheres e crianças entravam nas águas com as mãos postas e rezavam na hora em que o sol ressurgiu em meio ao céu nublado.
De acordo com a Nasa, a duração máxima do eclipse foi de 6 minutos e 39 segundos, sobre o Pacífico. Um outro mais longo do que este deve acontecer só em 13 de junho de 2132, de acordo com o site da agência espacial norte-americana.

Fonte: UOL e Estadão