segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Escultura em ferro vira atração

Uma escultura tem chamado a atenção de quem passa pela BR-232, em Pombos, Agreste pernambucano. Não são poucos os que param para tirar fotos ao lado da figura de um cão de 3 cabeças, todo em ferro, com cerca de 3 metros de comprimento e 800 quilos. A peça retrata Cérbero, criatura da mitologia que guardava a entrada do Hades, reino subterrâneo dos mortos, deixando as almas entrarem, mas jamais saírem, e despedaçando os mortais que por lá se aventurassem. Da rodovia é possível ver enormes cavalos de madeira e outras esculturas feitas pelo artista Eddy Polo Lira, 46 anos, que vive e trabalha na Fazenda-ateliê Santa Clara. A escultura do Cérbero foi feita há 12 anos e já ficou exposta no Recife e nas ruas da Praia de Pipa, no Rio Grande do Norte. “O interessante é que nenhum cavalo passa perto dele, eles se assustam”, diz Eddy Polo.
Uma das que se impressionaram com o Cérbero foi a empresária Samanta Cavalcanti, 38, moradora de Gravatá, na mesma região. “Passei por lá de madrugada com uns funcionários. Paramos o carro, batemos e chutamos a estátua. Só não jogamos fora porque era muito pesada. Pensei que era coisa do mal”, lembra. Mesmo depois de saber da relação da obra com a mitologia, a empresária evita olhar quando passa pelo local. A maioria, entretanto, vê a estátua com bons olhos. É o caso do funcionário público Gildo Ribeiro, 32, que parou para tirar fotos dos filhos ao lado do Cérbero de ferro. “A escultura mostra a habilidade do artista com o material.” Para o motorista Josué Gomes de Andrade, 22, que mora nas proximidades, a obra provoca estranheza. “É bem feita e chama a atenção.” O cachorro de 3 cabeças é uma das obras do artista. Dentro da fazenda, Eddy Polo trabalha, desde março, na construção de um cavalo em madeira de quase 4 metros de altura e 3,5 toneladas. “Será minha obra-prima, deve estar pronta em 2 meses. Minhas obras são polêmicas, mas vou produzir o quê? santinhos?” Os trabalhos são feitos sob encomenda e, segundo o artista, os pedidos são muitos.
Uma das que se renderam ao talento de Eddy Polo foi a prefeita de Pombos, Jane Povão. No começo, ela fazia parte dos que queriam destruir a imagem. “Não é uma obra para se gostar, mas é interessante.”
A prefeita consolidou projetos de fazer um centro de artesanato às margens da BR-232 e construir “o maior abacaxi do mundo”, produto mais cultivado no município.
Fonte: JC

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Eclipse solar + longo do século 21

Milhões de asiáticos olharam para o céu na manhã de hoje para ver o dia repentinamente se transformar em noite, no mais longo eclipse total do Sol previsto para este século. O fenômeno começou pela Índia pouco depois do amanhecer e foi visível em grande parte do continente asiático antes de completar seu trânsito pelo sul do Japão e terminar no Oceano Pacífico. Em algumas partes da Ásia, o eclipse durou quase 7 minutos.As manifestações em relação ao fenômeno foram as mais diversas.

Em Xangai, chineses lançaram fogos de artifício e dançaram para celebrar o eclipse. Em uma ilha do norte do Japão, animais confusos pararam de pastar e retornaram a seus celeiros, provavelmente acreditando que já era noite.

Diversas pessoas se trancaram em casa, temerosas de que o raro fenômeno celeste representasse um mau presságio.

O eclipse também fez ao menos uma vítima: na Índia, uma mulher foi esmagada quando uma multidão se aglomerou às margens do Rio Ganges para observar o fenômeno.
Trata-se do mais longo eclipse total desde 11 de julho de 1991, quando um fenômeno celeste similar se estendeu por quase 7 minutos e foi visível do Havaí à América do Sul. Não haverá nenhum outro eclipse tão longo quanto o de hoje antes de 2132.
Um eclipse solar total cobriu de sombras nesta quarta-feira uma estreita faixa da Ásia, onde centenas de milhões de pessoas viram o céu escurecer, embora em alguns lugares as espessas nuvens de verão tenham bloqueado a imagem.

Este eclipse total, o mais longo do século 21, projetou-se sobre os países mais populosos do mundo, a China e a Índia, durante o seu percurso ao longo de metade do planeta. Ele era visível em um corredor de aproximadamente 250 quilômetros de largura, segundo a Nasa.

Na Índia, onde há muitas superstições ligadas a eclipses, as pessoas se aglomeraram nos becos da antiga cidade sagrada hindu de Varanasi e aproveitaram para mergulhar no Ganges, o que supostamente as liberta do ciclo de vida e morte. Entoando hinos hindus, milhares de homens, mulheres e crianças entravam nas águas com as mãos postas e rezavam na hora em que o sol ressurgiu em meio ao céu nublado.
De acordo com a Nasa, a duração máxima do eclipse foi de 6 minutos e 39 segundos, sobre o Pacífico. Um outro mais longo do que este deve acontecer só em 13 de junho de 2132, de acordo com o site da agência espacial norte-americana.

Fonte: UOL e Estadão

domingo, 12 de julho de 2009

"Estudar bastante, se esforçar e correr atrás dos seus sonhos" - Larissa Oliveira

Estudar bastante, se esforçar e correr atrás dos seus sonhos”. Com essas palavras Larissa Oliveira, 15 anos, definiu o segredo de sua vitória no Soletrando, quadro do programa Caldeirão do Huck. Em entrevista ao Bom Dia Pernambuco, vestida com a roupa de gala que ganhou após a vitória, a menina também reconheceu a ajuda que teve das pessoas próximas. “Eu tive muito apoio da minha família, amigos e professores”, disse. A final da disputa do Soletrando aconteceu no dia 20/06 (sábado).
Foi a 1ª vez que uma garota vence a competição. A estudante do Colégio Militar de Pernambuco disputou a final com o representante do estado do Ceará, Pedro Henrique da Rocha e o também pernambucano, mas que mora no Rio de Janeiro há muitos anos, Bruno Roberto Santos. Desde que foi selecionada para o quadro, a estudante pernambucana demonstra o esforço, determinação e dedicação para chegar a final. Ela foi uma das 27 selecionadas entre os mais de 400 mil estudantes que se inscreveram para participar da competição. Essa fase classificatória, segundo Larissa, foi importante para a sua conquista. “Nas eliminatórias regionais a gente acostuma com a opressão, o nervosismo, e aprende a se controlar”, explicou.
Ao vencer a disputa, a adolescente recebeu o Troféu Monteiro Lobato e uma bolsa de estudos no valor de R$ 100 mil. Parte do prêmio em dinheiro Larissa Oliveira doou para os 2 outros colegas que chegaram com ela à final do Soletrando. Para cada um ela ofereceu R$ 5 mil. “Desde o início, os 27 candidatos do Soletrando ficam amigos. Ficamos no mesmo hotel, nos momentos de diversão estamos juntos. E como o prêmio era só para o 1° lugar, eu tive vontade de dividir o meu prêmio”, disse.

Para Larissa, o prêmio permite ter um "futuro garantido", mas além da bolsa de estudos, a adolescente considera que adquiriu uma experiência importante. “É uma experiência única e acho que, realmente, vai servir para toda a minha vida”, afirma.

Castelo do Torres - Pesqueira (PE)

O comerciante Edvonaldo Torres, 47 anos, construiu um castelo ao longo de 20 anos, na cidade de Pesqueira (PE). A construção passa dos 2 mil metros quadrados e tem cerca de 40 metros de altura. São 2 grandes salas, que se dividem em 2 andares da casa e cerca de 6 quartos para abigar apenas 1 casal.

A mulher de Torres, Kaline Cavalcanti, de 39 anos, ainda não sabe descrever com precisão os cômodos da casa. "Acho que são 6 quartos, eu acredito, mas não pergunte o número de banheiros", disse ela, enquanto analisava a planta do castelo. Só ao redor da piscina são mais de 40 leões de concreto e outras estátuas de diversos animais no jardim.

O endereço do castelo é a cidade de Pesqueira, que tem pouco mais de 66 mil habitantes e se orgulha de ser considerada pacata, com os tradicionais pontos turísticos de um município do interior como a praça, o coreto, mas também por abrigar o "Castelo do Torres".

A obra foi construída ao redor de uma antiga casa do comerciante. Não há um projeto preliminar, apenas reconstruções feitas para ampliar a residência anterior. "Comecei a construção há 20 anos. Fui parando e recomeçando conforme minhas condições financeiras e psicológicas. Talvez ainda demore uns 10 anos para concluir o trabalho. Não sei ao certo se chegarei a terminá-la, pois cansa, desanima e até dá vontade de desistir, mas eu gosto desta casa."

Torres disse que gosta mais dos minaretes ao estilo de Gaudi. "Os vizinhos são todos meus amigos, talvez por isso não reclamem. Mas tenho consciência que minha construção incomoda muita gente, afinal de contas, são 20 anos de poeira e barulho, além do constante fluxo de curiosos atraídos pelo estilo diferente da arquitetura."

O comerciante disse que a rua onde está o castelo, que é residencial, perdeu um pouco em privacidade depois que começou a erguer a obra. "O principal motivo do meu arrependimento é o terreno que escolhi para fazer o castelo. Infelizmente não dá mais para recomeçar em outro lugar. Eu quis esse estilo para chamar a atenção, provocar impacto visual, criar um ponto turístico para a cidade de Pesqueira."

Torres afirmou que chega a se arrepender do castelo que construiu. "Apesar de não ter sido uma ideia bem pensada, o objetivo era atrair pelas formas exóticas e talvez criar um cartão postal. Não sei o que ainda falta para terminar, nem quando vou terminar."

Ele disse que o castelo chega a ter vida própria. "Virou uma mania e uma obsessão. Acho que vou morrer sem concluir a obra. Eu não me contento apenas em olhar a construção. Preciso participar como pedreiro, ajudante e até jardineiro. Este é o prazer maior. Funciona como terapia, lazer."

Concorrência parlamentar

Torres disse que seu castelo é "fichinha" perto do castelo da família do deputado federal Edmar Moreira, que tem mármore por toda a parte - inclusive nos banheiros e na sauna. São 36 suítes, e uma delas ocupa 3 andares de uma torre. Há piscinas, lago e jardins.

"O castelo do deputado é imenso e suntuoso. Foi concebido para ser um hotel de alto luxo e com pretensões faraônicas. É outro mundo. Quanto ao comparativo com minha construção, ela sequer merece ser chamada de castelo. Nem mesmo o estilo", disse o comerciante.

Torres disse que tem dificuldade de fazer os filhos ficarem no imóvel. "Os meus filhos não se interessam muito pela construção. Não sei se digo felizmente ou infelizmente. Hoje eles estão totalmente ligados nas coisas do tempo deles."

Fonte: G1

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Os eclipses lunares são tidos hoje como ótimos espetáculos visuais para os interessados por astronomia, mas dificilmente são vistos como algo que possa render resultados científicos importantes. Pois um grupo de pesquisadores espanhóis acaba de mudar isso, com um estudo que deve ajudar até a procurar planetas similares à Terra fora do Sistema Solar.
O grupo de Enric Pallé, do Instituto de Astrofísica das Canárias, em Tenerife, na Espanha, obteve, durante um eclipse lunar observado em 16 de agosto de 2008, o que seria a "assinatura" da atmosfera terrestre, se vista de longe, conforme o planeta passasse à frente do Sol, com relação a um observador distante. Em outras palavras, eles identificaram os traços luminosos que seriam captados por um ET, caso ele estivesse em outro sistema planetário, apontando um poderoso telescópio na nossa direção. A essa assinatura específica é dado o nome de espectro, que equivale à separação da luz vinda de um objeto em suas cores componentes.
A partir de marcas nesse padrão de cores separadas, é possível identificar vários dos compostos presentes no ponto de origem da luz. Com o espectro da Terra, por exemplo, é possível identificar a presença de substâncias como oxigênio, nitrogênio e vapor d'água na atmosfera. Segundo os cientistas, é possível até observar características da ionosfera terrestre -- camada da atmosfera marcada pela presença de moléculas polarizadas.
A obtenção do chamado espectro de transmissão da Terra foi possível durante um eclipse lunar porque nesse momento a Terra se posiciona entre o Sol e a Lua, bloqueando a maior parte da luz solar. O que sobra -- e ilumina a Lua -- é a luminosidade do Sol que atravessa a atmosfera terrestre e vai parar na superfície lunar. Analisando essa luz, portanto, é possível calcular como é o espectro da Terra, visto da Lua.
E o melhor de tudo: muitos dos planetas descobertos fora do Sistema Solar passam à frente de suas estrelas, com relação à Terra. Assim, o espectro que os astrônomos captam deles são equivalentes ao obtido agora do nosso planeta pelos cientistas. Moral da história: é possível compará-los, para identificar quão parecido um planeta fora do Sistema Solar é com a Terra.
Com a descoberta de mais e mais planetas, é possivelmente questão de tempo até que encontremos um que tem uma assinatura parecida com a que a Terra emite. Isso, muito provavelmente, será sinal de que há vida naquele mundo distante. O estudo de Pallé e seus colegas está na última edição do periódico científico "Nature".
Fonte: G1