terça-feira, 28 de abril de 2009

Gripe suína => AH1N1

A humanidade pode ter escapado desta vez – mas a pulga atrás da orelha não. Se não o vírus da gripe suína, será que algum outro poderia deixar um estrago realmente grande, com milhões de mortos pelo seu caminho? Sim. Isso acontecerá caso surja algum vírus altamente transmissível e 100% letal. Não é impossível. Mas, para isso acontecer, os vírus precisam resolver um dilema: os mais facilmente transmissíveis são pouco letais. E os mais letais são os menos contagiosos. Os altamente transmissíveis são os que passam de humano para humano pelas vias aéreas, como gripes, catapora e sarampo. Os vírus são espalhados pelo ar quando um infectado espirra ou tosse. Para você se expor, basta não estar imunizado e respirar – ou tocar numa superfície contaminada e levar a mão ao rosto.
A gripe do tipo A, a suína, é especialmente perigosa porque seu vírus passa por mutações dramáticas. E a cada cepa surge uma doença para a qual o sistema imunológico não sabe a resposta. Mas, mesmo quando aparecem supervírus, a fatalidade deles tem sido relativamente baixa. A gripe espanhola, por exemplo, matou mais do que bala de carabina em 1918 e 1919. Mais mesmo: foram 50 milhões de vítimas – 6 vezes mais que a 1a Guerra Mundial, sua contemporânea. Muito, mas isso corresponde a apenas 2,5% dos infectados. Já o vírus do ebola têm fatalidade de até 90% – diarreia hemorrágica, vômito negro, sangue, sangue, sangue e morte. Mas foram poucos os casos. E por um motivo simples: o vírus mata tão rápido que acaba “se suicidando” antes de se espalhar decentemente. Essa regra, porém, não equivale a negar que estamos perto de uma pandemia devastadora.
Desde 2005 a Organização Mundial da Saúde (OMS) alerta que alguma, um dia, deverá matar até 7,5 milhões de pessoas. Para isso, basta que o vírus letal mantenha o doente vivo por tempo bastante para se espalhar. Além disso, as próprias pessoas já tratam de se espalhar mais elas mesmas – e aumentar as chances dos vírus. Em 1918, quando as viagens internacionais eram feitas basivamente de navio e trem, uma pandemia demorava de 6 a 9 meses para atingir todo o mundo.
Hoje, com 2,2 bilhões de passageiros aéreos circulando entre as 4 mil cidades com aeroportos no planeta, esse tempo encurta para no máximo 3 meses. Quando uma supergripe chegar, serão necessários estoques de vacinas e drogas antivirais, funcionários, hospitais, equipamentos. E poucos países têm isso em quantidade. Por essas, a gripe suína pelo menos serviu de alerta para quando a próxima pandemia vier.
Pandemia ou epidemia?
Muito se falou em “pandemia”, quando a única palavra que as pessoas conheciam era a outra: epidemia. E não faltou confusão. Mas a diferença é simples: a pandemia é uma epidemia globalizada. Algumas doenças ficam instaladas constantemente num lugar ou numa população. São como a malária, que há décadas infecta cerca de 500 mil pessoas por ano, mas apenas na Amazônia. Essas são as endemias. Mas o número de casos pode de repente dar um salto muito grande. Se isso acontecer, a doença é considerada epidêmica. Por exemplo, a cólera era considerada sob controle no Zimbábue, até que em agosto de 2008 ela desembestou e em um semestre infectou 91 mil e matou 4.000. Doenças que até então não existiam também podem ser consideradas epidemias – tal como a febre hemorrágica ebola. Tanto a cólera no Zimbábue quanto o ebola ficaram isolados geograficamente. Já quando uma epidemia pula os muros geográficos e populacionais e se espalha mundialmente, ela vira uma pandemia. Nos últimos 200 anos houve 7 pandemias de cólera. Nos últimos 100, 3 de gripe. E nas últimas décadas, mais de 25 milhões morreram de outra pandemia: a aids.
Os passos de uma Pandemia de gripe, segundo a OMS:
FASE 1: O vírus influenza circula em animais, mas nenhum humano é infectado.
FASE 2: Algum vírus circulante em animais domesticados ou selvagens causa infecção em pessoas.
FASE 3: Começa a transmissão de pessoa para pessoa, mas em pequena quantidade e sob circunstâncias restritas.
FASE 4: A transmissão de humano para humano está mais forte: atinge uma comunidade inteira, pelo menos.
FASE 5: Contaminações de gente para gente ocorrem em mais de um país. É um forte sinal de que a pandemia está nos rondando.
FASE 6: Grandes surtos da doença acontecem em regiões distantes – em dois continentes, por exemplo. Epidemia global a caminho.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Dia da Terra

Na data em que se comemora o Dia Mundial da Terra, a professora do Departamento de Teorias e Fundamentos da Universidade de Brasília (UnB), Leila Chalub, ressalta que é necessário desenvolver uma “consciência planetária” para que todos tenham participação efetiva na manutenção da vida. Em entrevista à Rádio Nacional, ela afirma que a data é uma boa oportunidade para refletir como as nossas ações podem interferir no destino do planeta. Há 39 anos que o 22 de abril é dedicado a preservação do meio ambiente.
“As pequenas ações cotidianas, como cuidar do lixo e economizar água, podem ajudar a preservar o meio ambiente. Por isso, é importante que todos percebam que ter cuidado com o seu local é ter cuidado com o planeta”, acrescenta. A idéia de se comemorar o Dia da Terra surgiu em 1970, quando o Senador norte-americano Gaylord Nelson organizou o primeiro protesto em caráter nacional contra a poluição do planeta. O movimento ganhou, ano após ano, outros países como adeptos, incluindo o Brasil, que uniu-se oficialmente à causa em 1990.
Segundo Chalub, nunca foi tão perceptível a fragilidade da vida do planeta. Atualmente, além da poluição, as mudanças climáticas, o aquecimento global e o uso da água e de todos os recursos naturais também fazem parte da lista de preocupações com a preservação da terra. Fonte: Agência Brasil

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Dia do Índio - 19 de Abril

O dia 19 de abril é lembrado como dia do Índio, devido a um acontecimento ocorrido em 1949 no México, no qual diversas lideranças indígenas resolveram participar do Primeiro Congresso Indigenista Interamericano.
Preocupados que suas reivindicações não fossem ouvidas pelos “homens brancos” no congressos os indígenas não compareceram nos primeiros dias do evento. Durante o evento foi criado o Instituto Indigenista Interamericano, que tem como objetivo principal cuidar dos direitos dos indígenas na América. O Brasil não aderiu imediatamente ao instituto, mas após a intervenção do Marechal Rondon apresentou sua adesão e instituiu o Dia do Índio no dia 19 de abril.Comemoração dia do Índio

No dia 19 de abril ocorrem em vários locais diversas atividades relacionadas a cultura indígena. Normalmente as escolas instruem os alunos a fazerem pesquisas ou recreações sobre o povo indígena.
Na época em que os portugueses chegaram ao Brasil, estimava-se que existiam cerca de 6 milhões de índios. De lá pra cá, com a matança, escravismo e catequização forçada, tivemos uma diminuição absurda da população indígena no Brasil.

Mas, índio precisa de data?


A questão nos remete à letra irreverente da música “Curumim Chama Cunhatã Que Eu Vou Contar” de Jorge Ben Jor e Tim Maia, que diz que “todo dia, toda hora, era dia de índio… Mas agora eles só têm um dia”.

Infelizmente, não é só o índio que precisa de data para ser lembrado. Não é à toa, que outros grupos são ou foram de certa forma esquecidos têm sua data. Não me deixa mentir o dia das mulheres, das crianças, e tantos outros. A questão é: como não esquecer do índio, de sua realidade, cultura e arte nos outros 364 dias?

Ter ou não um dia específico para “lembrar” a importância do índio para a sociedade se torna uma discussão pequena se comparada à imensa contribuição que a escrita tem dado. Seja por meio da literatura indígena, escrita por índios, ou pela indianista, escrita por especialistas no assunto. É um “resgate” não só dos costumes ancestrais desse povo, mas, também da nossa própria história. E essa linha está muito mais próxima do que imaginamos com a ajuda da palavra.

sexta-feira, 17 de abril de 2009

O amor está no ar! (Love is in the air!)

O amor está no ar,
Em todo lugar que olho ao redor.

O amor está no ar, em cada visão e cada som.

E eu não sei se estou sendo tola(o),
Não sei se estou sendo sábia(o),
Mas o amor é algo em que devo acreditar.

E ele está lá, quando eu olho nos seus olhos.

O amor está no ar, no murmúrio das árvores.

O amor está no ar,
No estrondo do mar e no silêncio do mar. E eu não sei se estou apenas sonhando,
Não sei se me sinto sã(o).
Mas o amor é algo em que devo acreditar. E ele está lá, quando você chama meu nome. O amor está no ar, o amor está no ar... O amor está no ar,
No nascer do sol.
O amor está no ar,
Quando o dia está quase terminado.
E eu não sei se você é uma ilusão,
Não sei se eu percebo isso de verdade.
Mas você é algo em que devo acreditar,
E você está lá quando eu te procuro.
O amor está no ar,
em cada visão e cada som.
E eu não sei se estou sendo tola (o),
Não sei se estou sendo sábia (o)...

Mas o amor é algo em que devo acreditar,
E ele está lá, quando eu olho nos seus olhos.
O amor está no ar, o amor está no ar...

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Ano da França no Brasil começará nos céus do Rio de Janeiro

O Ano da França no Brasil, de 21/04 a 15/11, será comemorado em mais de 700 cidades brasileiras, são aguardados mais de 500 manifestações nas aéreas: cultura, carnaval, moda, economia... O Ano da França no Brasil será comemorado em mais de 700 cidades brasileiras, são aguardados mais de 500 manifestações nas aéreas: cultura, carnaval, moda, economia...
O lançamento será no dia 21 de abril de 2009, na cidade do Rio de Janeiro, com o espetáculo pirotécnico do renomado Grupo F, número 1 do mundo em fogos de artifício.O Ano da França no Brasil começa na semana que vem, dia 21, no céu da Lagoa Rodrigo de Freitas. Dali, iluminado pelos fogos de artifício da companhia francesa Groupe F, o Ano vai atravessar o Rio, pegar a estrada Brasil afora e buscar qualquer oportunidade para estreitar os laços entre os 2 países. Serão 200 grandes eventos, um número menor do que os mais de 600 previstos no anúncio da programação, em dezembro do ano passado, mas mais razoável para um período de crise financeira, em que a dificuldade em captar patrocínios é grande. Crise alguma, porém, poderá ofuscar o que está sendo preparado para a cerimônia de abertura: pirotecnia em forma de arte.O francês Groupe F, responsável pelo espetáculo da próxima terça-feira na Lagoa, é o mesmo que planejou os fogos da virada do milênio em Paris, quando a Torre Eiffel foi iluminada, e que preparou a abertura dos Jogos Olímpicos de Atenas, em 2004. Seu diretor, o francês Christophe Berthonneau, esteve no Brasil pela primeira vez há 2 anos, para iniciar os preparativos do show de fogos, luzes e música que dará início ao Ano. Desde então, foram 6 viagens, para organizar o que ele chama de "um ato generoso à altura da dimensão do Brasil". - No Rio de Janeiro, há um espetáculo de fogos magnífico a cada fim de ano, que é o Réveillon de Copacabana. Mas o que nós fazemos é diferente. Vamos mostrar outra forma de pirotecnia, com uma apresentação coreografada, em que o espaço é desenhado para criar um ritmo mais de beleza, menos de barulho - explicou Berthonneau. - A questão que nós levantamos é: como fazer um show que nunca foi feito antes? Não é um espetáculo pronto que traremos ao Rio de janeiro. É tudo novo. E, se você me permite um comentário mais pessoal, eu acho que será um dos maiores espetáculos que já fiz.
Veja o início da programação:

Dia 21 de abril: Abertura do Ano da França no Brasilcom o espetáculo pirotécnico do Groupe F na Lagoa Rodrigo de Freitas. Às 20h.

Dia 21: Exposição "Um século de realismo na pintura francesa", com artistas como Courbet, Delacroix e Van Gogh. No Masp, em São Paulo.

Dia 22: "Olhar e fingir", com 300 fotografias e cerca de 80 documentos da coleção do casal Michel e Michèle Auer. No MAM de São Paulo.

Dia 23: Mostra "A rua é nossa... É de todos nós!", com fotografias, vídeos e projetos de arquitetura e urbanismo, no Centro Cultural Justiça Federal.

Dia 23: Início do ciclo de óperas francesas no Festival Amazonas de Ópera, em Manaus.

Dia 23: Exposição "Ser jovem na França", na Caixa Cultural, com 104 fotografias.

Dia 24: Exposição de fotos de mulheres do Morro da Providência, pelo francês JR, reabrindo a Casa França-Brasil.

Dia 28: Exposição "Meias verdades", no Oi Futuro. Com vídeos e fotos de Sophie Calle, Pierrick Sorin e Valérie Belin.

Dia 29: Exposição "Tesouros do Louvre", com esculturas de Jean Antoine Houdon, no Museu Histórico Nacional.