quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Pernambucana é finalista em programa global

A recifense Larissa de Sousa Oliveira é a finalista que representará o estado de Pernambuco no quadro Soletrando, do programa “Caldeirão do Hulk”, da Rede Globo. A eliminatória aconteceu ontem de manhã, no Auditório Sesi do Ibura, e a etapa que acontecerá durante o programa e que irá decidir o finalista nacional ainda não tem data marcada, mas, segundo a própria estudante, será em janeiro de 2009.
Larissa, que completou 15 anos recentemente, é estudante do 8° ano (7ª série) do Colégio Militar do Recife. A jovem contou a Folha de PE como foi a idéia de se inscrever no concurso, a sensação de ser uma vencedora e os planos futuros, caso ganhe o prêmio final. “Mesmo já tendo ganhado alguns concursos promovidos pelo colégio, eu não imaginei que chegaria à final do Soletrando”, comemorou.
Quando perguntada como foi a decisão de se inscrever no programa, a resposta foi direta: “Eu pensei! Gosto de estudar, vou me inscrever, mais por brincadeira sabe?”. E a brincadeira ficou séria. Agora, a pequena-estrela, chamada assim pelos vizinhos, que não paravam de parabenizá-la, tem a responsabilidade de representar Pernambuco na disputa nacional.
“A sensação de ter vencido essa etapa tão importante é maravilhosa mas a responsabilidade é grande. Eu sinto um peso”, conta, com uma timidez que se mistura a felicidade do momento. Ela disputou o título com 15 estudantes das cidades próximas, mas disse que apenas um lhe fez “ter um frio na barriga”, o semifinalista que veio da cidade de Bezerros. “Ele era muito bom, me deu medo na hora em que errei, mas logo em seguida ele errou também. Depois acertei”, explica aliviada.
Os horários de estudo da finalista ficaram bem distribuídos. Segundo ela, estudava de manhã no horário normal do colégio e à tarde, 2 ou 3 vezes por semana, recebia o apoio dos professores do colégio em que estuda. “O colégio, os professores, todos me apoiaram muito. Eu estudava umas 2 horas e meia por dia. Agora, vou estudar bem mais”, confessou.
A mãe, Saledja Alana de Sousa Oliveira, que a acompanhou durante toda a entrevista, não parava de demonstrar o orgulho que estava sentindo e se derramou em elogios a filha. “Ela é muito estudiosa, muito responsável”. Em relação ao prêmio em dinheiro, a mãe revelou que não vai decidir nada. Mas Larissa dispara: “Eu vou gastar tudo com roupas, sapatos, viagens”.
Fonte: Folha de PE

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Viva o Saci e a Cultura Brasileira!!!

Hoje é comemorado o Dia do Saci, com o objetivo de diminuir a importância da comemoração do Halloween no Brasil. Esse dia foi criado em caráter nacional, em 2005, uma forma de valorizar mais o folclore nacional, diminuíndo a influência do cultura norte-americana em nosso país. para homenagear um tradicional personagem do folclore brasileiro. A data escolhida coincide com o Halloween, o Dia das Bruxas, famoso nos Estados Unidos. “A data foi escolhida propositalmente para chamar a atenção dos brasileiros. O Dia do Saci foi criado como movimento para defesa de mitos nacionais. Considero que temos que divulgar e promover a nossa cultura”, diz Mário Candido da Silva Filho, presidente da Sociedade de Observadores de Saci (Sosaci).
De acordo com ele, a Sosaci não tem a intenção de barrar a comemoração do Halloween. “Cada vez mais as crianças fazem cursos de inglês e, por meio deles, o Dia dos Bruxas foi difundido no país. Não temos a intenção de lutar contra a cultura de outros povos, apenas lutamos a favor da nossa”, diz.
Lenda
De acordo com o presidente da Sosaci, desde que a lenda do Saci Pererê surgiu, ela sofreu alterações. “No início, ele era um garoto indígena, com 2 pernas e que gostava de fazer brincadeiras, como dar nó na crina do cavalo, jogar sal na comida. Sem maldade, apenas traquinas”, afirma. Depois, com a chegada dos negros ao Brasil, a lenda teria sofrido alterações. “Passou a ser negro, ter uma perna só, usar gorro e fumar cachimbo.”Segundo Silva Filho, o Saci não é um personagem “do mal”, é apenas travesso. “Associar o Saci à imagem de demônio não é válido. Pela lenda, ele é um menino sapeca que preferiu ser livre em vez de viver na senzala nos tempos de colonização do Brasil. A história sofreu alterações. Cada um cria sua imagem do Saci”, completa.

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Estudar para virar funcionário público é profissão em Brasília

De fato, a arquitetura é diferente, as ruas lembram autopistas e o sol do cerrado castiga. Mas não é apenas por essa combinação que Brasília se distingue de outras cidades do país. Na capital federal, é tão fácil se deparar com um prédio do arquiteto Oscar Niemeyer quanto achar gente que largou tudo e foi estudar para concurso, para virar servidor público.
As bibliotecas dos órgãos públicos estão sempre ocupadas, não só de servidores em busca de informações a serem usadas em serviço, mas principalmente por concurseiros: denominação para aqueles que, no momento, tem como profissão passar em uma prova e virar funcionário do governo. Em Brasília, eles parecem proliferar.
A explicação para isso pode estar nos números. Segundo o Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos), em agosto deste ano, cerca de 8% das pessoas com trabalho na região metropolitana de São Paulo estavam empregadas no setor público.
No Distrito Federal, o número sobe para cerca de 16%. Além disso, pesquisa da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), de São Paulo, indica que os salários dos funcionários do setor privado com carteira assinada correspondem, em média, a apenas 62,6% dos salários dos servidores públicos estatutários.
"Aqui não tem muita empresa privada, não tem indústria, mas temos a opção de ter muita vaga de servidor. Além disso, tem a estabilidade. Se o seu chefe estiver de mau humor, ele não pode mandar você embora", conta Ligia Franco, 31, que já entrou na faculdade de direito pensando em ser delegada da PF (Polícia Federal). A bacharel em Direito largou o emprego em agosto do ano passado, após ter juntado dinheiro e feito o que ela chama de sua "bolsa" de estudos. E quando a verba acabar? Aí, o apoio da família entra em ação. "Aqui é comum o pai dar subsídio para os filhos prestarem concurso", diz o administrador Rogério Dourado, 28, que estuda 10 horas por dia em média e foca em concursos do Judicário.
Superlotação na biblioteca
Há, entre as bibliotecas da cidade, aquelas que são mais disputadas. Enquanto no Ministério das Relações Exteriores apenas 3 mulheres ocupavam as mesas durante a visita do UOL Empregos, na Ala dos Estudantes, na sede da LBV (Legião da Boa Vontade), chega a haver filas. Nem é de graça estudar ali. A entidade cobra R$ 1 por dia e diz que é para a manutenção do prédio. Mesmo assim, é comum os estudantes perguntarem à atendente da recepção: "Tem lugar, hoje?". Os concurseiros dizem que é um dos ambientes mais quietos para estudo na cidade -- de fato, não se houve nem uma caneta caindo no chão -- e que o barulho da fonte que há no espaço ajuda a se concentrar. Para entrar, é preciso ter cadastro; e são 4.214 com ficha.
Mas por que sair de casa para estudar?
"Aqui em Brasília, isso é muito comum. Pouca gente consegue estudar em casa. Você vem para cá todo dia. É como se fosse um trabalho", diz Daniela Camargo Meira, 31, que estudava na biblioteca do Senado, não apenas para o concurso do próprio órgão mas também para o da Abin (Agência Brasileira de Inteligência), que teve a prova aplicada no dia 12. André Ferreira, 28, que estuda desde fevereiro e é freqüentador da Ala dos Estudantes, diz que começou estudando em casa, mas um dia contabilizou todos os minutos em que faz paradas maiores -- para "beber um café", por exemplo -- e percebeu que, mesmo ficando 8 a 10 horas se dedicando aos estudos, passava apenas 2 ou 3 concentrado de fato.
Nas mesas das quietas bibliotecas, tem até paquera. "A gente dá aquela olhadinha", diz Ligia Franco. Mas sem perder o foco. Ela não exagera na saída com os amigos e não deixa de estudar nem depois de uma prova. Isso porque, enquanto o concurso para delegado da PF não chega, ela vai prestando outros exames. Prática, aliás, comum entre os concursandos. "Você vai ganhando ritmo de prova", diz. E conta que, mesmo se passar em uma seleção mais fácil, não vai desistir da Polícia Federal.
Concurso mais simples não quer dizer nível educacional mais baixo. Aline Matos, 28, formada em biblioteconomia, fez as 2 provas do Tribunal de Justiça do DF: para analista, que exige nível superior, e técnico (nível médio). Os salários eram, respectivamente, de R$ 5.484,08 e de R$ 3.323,52; o 2º posto teve quase 16 mil candidatos a mais que o 1º, com número de vagas praticamente igual. Para analista, ela foi classificada entre os 20 primeiros; no 2º cargo, ocupava posição na casa dos 2.000. "As provas do nível médio são cada vez mais aprofundadas. A banca quer selecionar os melhores candidatos. Quem passa em geral tem curso superior."
Ajuda do chefe
Enquanto na iniciativa privada é exceção contar ao chefe que está participando de outro processo seletivo, no funcionalismo, o superior até incentiva os estudos. Lianna Tsuno, 27, já é funcionária do Ministério da Saúde, mas não é concursada (tem contrato de um ano). Para não perder o trabalho, ela vai participar do novo concurso do órgão, cujos aprovados vão provalvelmente substituí-la. Sua chefe flexibiliza seu horário para que ela possa freqüentar as aulas do cursinho preparatório. E o estudo não se limita aos dias úteis. Pode haver aulas de sábado, domingo e feriados. E com casa cheia. E a vocação? Tem lugar para ela? Alex José da Silva, 25, diz que chega a ficar 18 horas por dia debruçado nos livros. Para isso, abandonou a profissão de DJ. "Quero ser agente da PF. O DJ será uma diversão. É uma profissão que dá dinheiro e não ocupa muito tempo. Mas e quando eu tiver 50 anos? Eu quero estabilidade."
Fonte: UOL Empregos

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Perder com alegria e orgulho. Desistir, nunca! (artigo de William Douglas)

Falo nos meus livros sobre as técnicas de estudo, organização e provas, mas, aqui, falo do combustível: a vontade de caminhar, de vencer, de chegar, de levantar a taça. Essa vontade precisa estar presente e ser renovada a cada dia, pois só assim a gente agüenta a pressão de tudo e de todos, a começar pela nossa própria e inadequada pressa.
Senhores concurseiros, de todos os times e torcidas, eu vos convoco para perder com alegria e orgulho, quantas vezes for preciso, pois, ao final da longa jornada, comemoraremos juntos seu merecido campeonato. Vocês serão todos campeões, no tempo próprio. Todos os que não morrerem, não desistirem e não deixarem de se adaptar, serão campeões e poderão servir ao povo brasileiro. E espero que sirvam bem, pois, no final das contas, este é o lugar onde vivemos - nós e nossos filhos. Fora isso, tenho ainda algumas boas notícias:
1 - Não existe hora para perder
As derrotas chegam quando chegam. Não tem isso de já venceu o São Paulo e o Boca Juniors, agora não pode perder. Pode sim. Pode perder por um centésimo, ou depois de anos, ou depois de 28 concursos. A única coisa que não pode é desistir, não se aperfeiçoar, pois senão, não passa.
2 - A torcida contra não conta
Não se preocupe se alguém torce contra, ou não acredita. Seja solidário com aqueles que não têm seu próprio time na final para torcer, e ficam olhando você jogar seu jogo. Se torcerem a favor, seja grato; se torcerem contra, seja misericordioso. E jogue seu jogo. Se você vence e torceram por você, é lindo; se não torceram, é irrelevante; e se torceram contra e você perdeu, que triste alguém ficar feliz com a derrota alheia. Triste, mas também irrelevante. Alegre-se por estar jogando.
3 - Acreditar não basta
O grito de confiança “Eu acredito” ecoou toda a semana e durante o jogo, mas não adiantou. Que isso nos sirva de alerta. É absolutamente necessário acreditar, ter fé, motivação, mas também é preciso fazer os gols. Você precisa acreditar em você, mas tem que fazer os gols! Acredite, mas estude; acredite, mas treine; acredite, mas vá fazer as provas; acredite, mas corrija as falhas. E, se for a final da Libertadores, acredite, mas faça os gols em número suficiente. O Fluminense conseguiu fazer dois e ir para a prorrogação, mas parou. Não adianta: demore o quanto demorar, você precisa fazer todos os gols, todas as revisões, todas as provas, ler toda a matéria, toda a legislação... ou não leva a taça.
4 - A vida continua
Dizem que a pessoa muda até de sexo, mas não muda de time. Qualquer que seja a frustração, amanhã eu vou outra vez vestir meu manto e cantar que tenho orgulho de ser tricolor. Do mesmo jeito, ninguém consegue deixar de ser quem é. O máximo que podemos fazer é melhorar o que somos. Você viverá com você o resto da vida, e que esta seja uma das razões para cuidar bem de você, ser gentil consigo e com seu futuro. Qualquer que tenha sido o resultado do último concurso, por favor, vista a camisa e continue no jogo.
5 - Há mais concursos do que Libertadores
Sim, Libertadores é uma por ano, e não é nada fácil conseguir o direito de disputá-la. Nos concursos, você tem oportunidades aos montes, a ponto de precisar somente focar em quais vai apostar. E tem os requisitos legais para se inscrever. Você pode tentar vários por ano, todos os anos.
6 - Nos concursos, quem ganha sai
Imagine uma Libertadores sem o São Paulo, o Boca, Flamengo, Vasco, Grêmio, Internacional... e LDU. Naturalmente seria muito mais fácil vencer, não é? Na Libertadores, quem ganha volta depois para lutar por mais um título. Nos concursos, não. Quem passa já resolveu sua vida e, quando muito, fará outro concurso, jamais o mesmo. Logo, se você ficar na “fila”, estudando e se aperfeiçoando, cada vez haverá mais vagas para você, já que os melhores, os campeões, não voltam para o próximo.
7 - No concurso, só depende de você
O goleiro poderia até pegar o pênalti se eu o batesse, mas teria que correr até o canto para fazê-lo. Eu não entendo como alguém pode chutar a bola no meio do gol, não entendo. O bom do concurso é que você não depende de outra pessoa para vencer, não tem que ficar apenas assistindo. Quer saber mais? Eu jamais colocaria, no meio da prorrogação, um defensor em campo. Eu colocaria um atacante, eu ia querer fazer mais um gol! No concurso, você não depende de outro técnico. O técnico é você. Você escolhe o curso, o livro, a apostila, o concurso, você escolhe tudo... e pode jogar, entrar em campo, bater os pênaltis. Mais trabalhoso sim, mas muito mais seguro.
8 - O jogo se decide em campo
Eu tive um dos prenúncios dos riscos funestos na última final quando alguém disse que o LDU jamais venceria por que vem do Equador... e o Equador nunca venceu uma Libertadores. Ora, eu conheço isso: tem gente que diz que negro, pobre, mulher separada e com filhos, pessoas que fizeram escola pública, da favela, morador de rua, ou qualquer coisa que dificulte, “não passam em concurso”. Já ouvi mais de uma vez que “ninguém dessa família dá em nada”, ou desse bairro, ou dessa isso, ou aquilo. Senhores, o LDU pode ter vindo de onde veio, mas veio e levou a taça. Fez sua parte, do melhor jeito que podia, e conseguiu o que queria. Nesse passo, nunca aceite alguém dizer que você, por qualquer razão, não pode sonhar ou melhorar de vida. Que o LDU nos inspire a não aceitar que digam, antes do jogo, que não podemos fazer isto ou aquilo. Só quem joga pode perder... só quem joga pode vencer. Jogue. Ou, como diria a Nike, just do it.
9 - Morador de rua também passa
Há alguns meses um morador de rua que passou em concurso, o Ubirajara, no Recife. Que ele nos inspire. Não ache que “porque ele passou, agora eu tenho que passar”, não se pressione assim, seria um erro. Pense no moço como um exemplo a mais a ser seguido. Ele conseguiu superar as dificuldades pessoais dele, você vai conseguir superar as suas.
10 - Vamos à jornada!
Para terminar, convido a todos a dar suas opiniões, a conversar, a falar sobre suas derrotas e sucessos através da internet, pelo meu site, ou orkut. Vamos nos irmanar nessa jornada. Mais que isso, convido você a jogar o jogo, e, qualquer que seja o resultado do momento, a continuar em campo. Eu não sei se o Fluminense vai vencer uma Libertadores um dia, não depende de mim. Mas sei que qualquer um pode passar em concursos, se jogar o jogo. Basta fazer as coisas certas, do jeito certo, pelo tempo certo. O que são essas coisas? Bem, vamos falando sobre isso aos poucos. Para que a pressa? Concurso não se faz para passar, diz o mantra, mas até passar, ora. Bom jogo!