domingo, 12 de julho de 2009

"Estudar bastante, se esforçar e correr atrás dos seus sonhos" - Larissa Oliveira

Estudar bastante, se esforçar e correr atrás dos seus sonhos”. Com essas palavras Larissa Oliveira, 15 anos, definiu o segredo de sua vitória no Soletrando, quadro do programa Caldeirão do Huck. Em entrevista ao Bom Dia Pernambuco, vestida com a roupa de gala que ganhou após a vitória, a menina também reconheceu a ajuda que teve das pessoas próximas. “Eu tive muito apoio da minha família, amigos e professores”, disse. A final da disputa do Soletrando aconteceu no dia 20/06 (sábado).
Foi a 1ª vez que uma garota vence a competição. A estudante do Colégio Militar de Pernambuco disputou a final com o representante do estado do Ceará, Pedro Henrique da Rocha e o também pernambucano, mas que mora no Rio de Janeiro há muitos anos, Bruno Roberto Santos. Desde que foi selecionada para o quadro, a estudante pernambucana demonstra o esforço, determinação e dedicação para chegar a final. Ela foi uma das 27 selecionadas entre os mais de 400 mil estudantes que se inscreveram para participar da competição. Essa fase classificatória, segundo Larissa, foi importante para a sua conquista. “Nas eliminatórias regionais a gente acostuma com a opressão, o nervosismo, e aprende a se controlar”, explicou.
Ao vencer a disputa, a adolescente recebeu o Troféu Monteiro Lobato e uma bolsa de estudos no valor de R$ 100 mil. Parte do prêmio em dinheiro Larissa Oliveira doou para os 2 outros colegas que chegaram com ela à final do Soletrando. Para cada um ela ofereceu R$ 5 mil. “Desde o início, os 27 candidatos do Soletrando ficam amigos. Ficamos no mesmo hotel, nos momentos de diversão estamos juntos. E como o prêmio era só para o 1° lugar, eu tive vontade de dividir o meu prêmio”, disse.

Para Larissa, o prêmio permite ter um "futuro garantido", mas além da bolsa de estudos, a adolescente considera que adquiriu uma experiência importante. “É uma experiência única e acho que, realmente, vai servir para toda a minha vida”, afirma.

Castelo do Torres - Pesqueira (PE)

O comerciante Edvonaldo Torres, 47 anos, construiu um castelo ao longo de 20 anos, na cidade de Pesqueira (PE). A construção passa dos 2 mil metros quadrados e tem cerca de 40 metros de altura. São 2 grandes salas, que se dividem em 2 andares da casa e cerca de 6 quartos para abigar apenas 1 casal.

A mulher de Torres, Kaline Cavalcanti, de 39 anos, ainda não sabe descrever com precisão os cômodos da casa. "Acho que são 6 quartos, eu acredito, mas não pergunte o número de banheiros", disse ela, enquanto analisava a planta do castelo. Só ao redor da piscina são mais de 40 leões de concreto e outras estátuas de diversos animais no jardim.

O endereço do castelo é a cidade de Pesqueira, que tem pouco mais de 66 mil habitantes e se orgulha de ser considerada pacata, com os tradicionais pontos turísticos de um município do interior como a praça, o coreto, mas também por abrigar o "Castelo do Torres".

A obra foi construída ao redor de uma antiga casa do comerciante. Não há um projeto preliminar, apenas reconstruções feitas para ampliar a residência anterior. "Comecei a construção há 20 anos. Fui parando e recomeçando conforme minhas condições financeiras e psicológicas. Talvez ainda demore uns 10 anos para concluir o trabalho. Não sei ao certo se chegarei a terminá-la, pois cansa, desanima e até dá vontade de desistir, mas eu gosto desta casa."

Torres disse que gosta mais dos minaretes ao estilo de Gaudi. "Os vizinhos são todos meus amigos, talvez por isso não reclamem. Mas tenho consciência que minha construção incomoda muita gente, afinal de contas, são 20 anos de poeira e barulho, além do constante fluxo de curiosos atraídos pelo estilo diferente da arquitetura."

O comerciante disse que a rua onde está o castelo, que é residencial, perdeu um pouco em privacidade depois que começou a erguer a obra. "O principal motivo do meu arrependimento é o terreno que escolhi para fazer o castelo. Infelizmente não dá mais para recomeçar em outro lugar. Eu quis esse estilo para chamar a atenção, provocar impacto visual, criar um ponto turístico para a cidade de Pesqueira."

Torres afirmou que chega a se arrepender do castelo que construiu. "Apesar de não ter sido uma ideia bem pensada, o objetivo era atrair pelas formas exóticas e talvez criar um cartão postal. Não sei o que ainda falta para terminar, nem quando vou terminar."

Ele disse que o castelo chega a ter vida própria. "Virou uma mania e uma obsessão. Acho que vou morrer sem concluir a obra. Eu não me contento apenas em olhar a construção. Preciso participar como pedreiro, ajudante e até jardineiro. Este é o prazer maior. Funciona como terapia, lazer."

Concorrência parlamentar

Torres disse que seu castelo é "fichinha" perto do castelo da família do deputado federal Edmar Moreira, que tem mármore por toda a parte - inclusive nos banheiros e na sauna. São 36 suítes, e uma delas ocupa 3 andares de uma torre. Há piscinas, lago e jardins.

"O castelo do deputado é imenso e suntuoso. Foi concebido para ser um hotel de alto luxo e com pretensões faraônicas. É outro mundo. Quanto ao comparativo com minha construção, ela sequer merece ser chamada de castelo. Nem mesmo o estilo", disse o comerciante.

Torres disse que tem dificuldade de fazer os filhos ficarem no imóvel. "Os meus filhos não se interessam muito pela construção. Não sei se digo felizmente ou infelizmente. Hoje eles estão totalmente ligados nas coisas do tempo deles."

Fonte: G1

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Os eclipses lunares são tidos hoje como ótimos espetáculos visuais para os interessados por astronomia, mas dificilmente são vistos como algo que possa render resultados científicos importantes. Pois um grupo de pesquisadores espanhóis acaba de mudar isso, com um estudo que deve ajudar até a procurar planetas similares à Terra fora do Sistema Solar.
O grupo de Enric Pallé, do Instituto de Astrofísica das Canárias, em Tenerife, na Espanha, obteve, durante um eclipse lunar observado em 16 de agosto de 2008, o que seria a "assinatura" da atmosfera terrestre, se vista de longe, conforme o planeta passasse à frente do Sol, com relação a um observador distante. Em outras palavras, eles identificaram os traços luminosos que seriam captados por um ET, caso ele estivesse em outro sistema planetário, apontando um poderoso telescópio na nossa direção. A essa assinatura específica é dado o nome de espectro, que equivale à separação da luz vinda de um objeto em suas cores componentes.
A partir de marcas nesse padrão de cores separadas, é possível identificar vários dos compostos presentes no ponto de origem da luz. Com o espectro da Terra, por exemplo, é possível identificar a presença de substâncias como oxigênio, nitrogênio e vapor d'água na atmosfera. Segundo os cientistas, é possível até observar características da ionosfera terrestre -- camada da atmosfera marcada pela presença de moléculas polarizadas.
A obtenção do chamado espectro de transmissão da Terra foi possível durante um eclipse lunar porque nesse momento a Terra se posiciona entre o Sol e a Lua, bloqueando a maior parte da luz solar. O que sobra -- e ilumina a Lua -- é a luminosidade do Sol que atravessa a atmosfera terrestre e vai parar na superfície lunar. Analisando essa luz, portanto, é possível calcular como é o espectro da Terra, visto da Lua.
E o melhor de tudo: muitos dos planetas descobertos fora do Sistema Solar passam à frente de suas estrelas, com relação à Terra. Assim, o espectro que os astrônomos captam deles são equivalentes ao obtido agora do nosso planeta pelos cientistas. Moral da história: é possível compará-los, para identificar quão parecido um planeta fora do Sistema Solar é com a Terra.
Com a descoberta de mais e mais planetas, é possivelmente questão de tempo até que encontremos um que tem uma assinatura parecida com a que a Terra emite. Isso, muito provavelmente, será sinal de que há vida naquele mundo distante. O estudo de Pallé e seus colegas está na última edição do periódico científico "Nature".
Fonte: G1

quinta-feira, 28 de maio de 2009

No fundo do mar

Mais um rebocador é afundado no litoral recifense com o objetivo de estimular o fluxo de turistas mergulhadores na cidade, considerada a Capital do Mergulho em Naufrágios pela exuberante vida marinha, água transparente com média de 20m de visibilidade, água quente com média de 28º de temperatura, além da grande quantidade de naufrágios mergulháveis.Os trabalhos estão sendo realizados esta manhã pela Associação das Empresas de Mergulho do Estado de Pernambuco (AEMPE), em parceria com as universidades UFPE e UFRPE e empresa de rebocadores Wilson Sons. O rebocador, doado pela empresa Wilson Sons para AEMPE, e será o 8º naufrágio artificial do Recife e o 10º em Pernambuco (os outros 2 em Serrambi). A expectativa é que em poucos dias o Walsa esteja povoado por peixes e demais animais marinhos.
Em maio de 2006 a AEMPE afundou 3 rebocadores (Taurus, Saveiros e Mercúrius) iniciando a criação do Parque de Naufrágios Artificiais de Pernambuco PNAPE). Todos os afundamentos foram feitos com autorização da Marinha, IBAMA e CPRH. Em 2006 o naufrágio Mercúrius ficou fechado para turismo de mergulho, com acesso exclusivo para os pesquisadores das universidades UFPE e UFRPE coordenados pelo Professor Fábio Hazin.
Este ano além das autorizações da Marinha e CPRH, teremos a primeira Licença Ambiental emitida com essa finalidade pelo IBAMA de acordo com a nova Instrução Normativa nº 125/2006. Nos demais afundamentos foram emitidos apenas autorizações mas sempre dentro dos critérios técnicos exigidos.
Pioneirismo - Não existe no Brasil nenhum programa para criação de recifes artificiais com navios como o da capital pernambucana, que tem a maior quantidade de navios afundados exclusivamente para o turismo de mergulho e pesquisas científicas. No estado de Pernambuco são mais de 200 afundamentos, a maioria não localizados, desmatelados ou enterrados. Desses, pouco mais de 30 são visitados com regularidade para turismo de mergulho.
Temos recebido mergulhadores de diversos estado do Brasil e de outros países. Em sua maioria ficam um média 3 dias mergulhando e em muitos casos vem a a finalidade exclusiva de mergulhar ficando 5 dias no recife.Confira a relação dos naufrágios artificiais e ano de afundamento:

1998: Marte (Serrambi)
1999: Gonçalo Coelho (Serrambi)
2002: Servemar X, Minuano e Lupus (Recife)
2004: Servemar (Recife)
2006: Taurus, Saveiros e Mercúrius (Recife)

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Beleza ameaçada

Um biólogo marinho lançou na Austrália um programa pioneiro para tentar salvar espécies ameaçadas de cavalos-marinhos.

O biólogo marinho David Harasti, da Universidade de Newcastle, na Austrália, criou filhotes de 2 espécies não-ameaçadas em cativeiro nos últimos 6 meses e soltou-os em seu habitat natural, na baía de Sydney.
A maioria das espécies de cavalos-marinhos não se adapta bem ao cativeiro, apresentando alto nível de estresse e baixo índice de reprodução. A esperança do experimento é que os filhotes sobrevivam sozinhos.
Se a experiência, realizada com animais das espécies cavalo-marinho-de-barriga, a maior espécie existente, e o cavalo-marinho-branco, der certo, o programa poderá ser usado com espécies em extinção em outros países.
"Estamos testando se cavalos-marinhos nascidos em cativeiro se adaptam à natureza, pois poderíamos introduzir o programa em outros países onde as populações estão diminuindo, como Filipinas, Vietnã e Indonésia (que possui o maior número de cavalos-marinhos do mundo), disse ele à BBC Brasil.
Teste
22 filhotes foram liberados em condições de água diferentes em Sydney. Uma mais calma, e outra mais agitada, para ver em qual ambiente os cavalos-marinhos se adaptariam melhor. "Assim, vamos observando e coletando informações valiosas desses animais", disse. Todos os filhotes, identificados por uma pequena etiqueta fluorescente, devem ser monitorados por mergulhadores a cada 2 semanas.
"A principal coisa é ver se os nascidos em cativeiro sobreviverão na natureza assim que liberados", disse o biólogo, que faz o experimento com cavalos-marinhos-brancos (Hippocampus whitei). "Como ainda sabemos muito pouco sobre os cavalos-marinhos, não podemos fornecer estatísticas de suas populações", disse ele, que cita a espécie Hippocampus colemani como a mais rara.
'Apaixonados'
Segundo a União Internacional para a Conservação da Natureza, há 8 espécies ameaçadas no planeta. A organização lista o cavalo-marinho-do-cabo, nativo da África do Sul, como a espécie mais ameaçada.
Para Harasti, a maior ameaça dos cavalos-marinhos é a pesca abusiva - motivada, entre outras coisas, pelo uso do animal na medicina tradicional chinesa -, além do desenvolvimento urbano e degradação dos habitats.
O cientista diz que, com o passar dos anos, a perda de habitats naturais como campos de esponjas, corais e algas, levaram algumas espécies da Austrália a habitar regiões ao redor das redes especiais de proteção contra tubarões. "Agora eles dependem delas, pois se adaptaram às mudanças humanas", disse Harasti, que acrescentou que as redes são "perfeitas" para os animais, já que fornecem proteção contra predadores.
A Austrália abriga ao menos 20 das 60 espécies de cavalos-marinhos conhecidas no mundo, o que a torna o país possuidor da maior diversidade de espécies de cavalos-marinhos no mundo. Novas espécies continuam a ser descobertas.
Recentemente a menor espécie de cavalo-marinho do mundo foi encontrada próxima a costa da Indonésia. O Hippocampus denise tem apenas 16 milímetros de comprimento.
O pesquisador diz que os cavalos-marinhos são a única espécie do mundo na qual o macho dá à luz, podendo produzir cerca de 100 filhotes de uma vez.
Segundo o Harasti, quando a fêmea e o macho iniciam o processo de acasalamento, ficam juntos durante toda a temporada. "Recentemente descobrimos também que eles são monogamistas de longo-prazo, pois os pares continuam juntos nas temporadas seguintes de acasalmento".
Fonte: BBC Brasil