quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Estudar para virar funcionário público é profissão em Brasília

De fato, a arquitetura é diferente, as ruas lembram autopistas e o sol do cerrado castiga. Mas não é apenas por essa combinação que Brasília se distingue de outras cidades do país. Na capital federal, é tão fácil se deparar com um prédio do arquiteto Oscar Niemeyer quanto achar gente que largou tudo e foi estudar para concurso, para virar servidor público.
As bibliotecas dos órgãos públicos estão sempre ocupadas, não só de servidores em busca de informações a serem usadas em serviço, mas principalmente por concurseiros: denominação para aqueles que, no momento, tem como profissão passar em uma prova e virar funcionário do governo. Em Brasília, eles parecem proliferar.
A explicação para isso pode estar nos números. Segundo o Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos), em agosto deste ano, cerca de 8% das pessoas com trabalho na região metropolitana de São Paulo estavam empregadas no setor público.
No Distrito Federal, o número sobe para cerca de 16%. Além disso, pesquisa da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), de São Paulo, indica que os salários dos funcionários do setor privado com carteira assinada correspondem, em média, a apenas 62,6% dos salários dos servidores públicos estatutários.
"Aqui não tem muita empresa privada, não tem indústria, mas temos a opção de ter muita vaga de servidor. Além disso, tem a estabilidade. Se o seu chefe estiver de mau humor, ele não pode mandar você embora", conta Ligia Franco, 31, que já entrou na faculdade de direito pensando em ser delegada da PF (Polícia Federal). A bacharel em Direito largou o emprego em agosto do ano passado, após ter juntado dinheiro e feito o que ela chama de sua "bolsa" de estudos. E quando a verba acabar? Aí, o apoio da família entra em ação. "Aqui é comum o pai dar subsídio para os filhos prestarem concurso", diz o administrador Rogério Dourado, 28, que estuda 10 horas por dia em média e foca em concursos do Judicário.
Superlotação na biblioteca
Há, entre as bibliotecas da cidade, aquelas que são mais disputadas. Enquanto no Ministério das Relações Exteriores apenas 3 mulheres ocupavam as mesas durante a visita do UOL Empregos, na Ala dos Estudantes, na sede da LBV (Legião da Boa Vontade), chega a haver filas. Nem é de graça estudar ali. A entidade cobra R$ 1 por dia e diz que é para a manutenção do prédio. Mesmo assim, é comum os estudantes perguntarem à atendente da recepção: "Tem lugar, hoje?". Os concurseiros dizem que é um dos ambientes mais quietos para estudo na cidade -- de fato, não se houve nem uma caneta caindo no chão -- e que o barulho da fonte que há no espaço ajuda a se concentrar. Para entrar, é preciso ter cadastro; e são 4.214 com ficha.
Mas por que sair de casa para estudar?
"Aqui em Brasília, isso é muito comum. Pouca gente consegue estudar em casa. Você vem para cá todo dia. É como se fosse um trabalho", diz Daniela Camargo Meira, 31, que estudava na biblioteca do Senado, não apenas para o concurso do próprio órgão mas também para o da Abin (Agência Brasileira de Inteligência), que teve a prova aplicada no dia 12. André Ferreira, 28, que estuda desde fevereiro e é freqüentador da Ala dos Estudantes, diz que começou estudando em casa, mas um dia contabilizou todos os minutos em que faz paradas maiores -- para "beber um café", por exemplo -- e percebeu que, mesmo ficando 8 a 10 horas se dedicando aos estudos, passava apenas 2 ou 3 concentrado de fato.
Nas mesas das quietas bibliotecas, tem até paquera. "A gente dá aquela olhadinha", diz Ligia Franco. Mas sem perder o foco. Ela não exagera na saída com os amigos e não deixa de estudar nem depois de uma prova. Isso porque, enquanto o concurso para delegado da PF não chega, ela vai prestando outros exames. Prática, aliás, comum entre os concursandos. "Você vai ganhando ritmo de prova", diz. E conta que, mesmo se passar em uma seleção mais fácil, não vai desistir da Polícia Federal.
Concurso mais simples não quer dizer nível educacional mais baixo. Aline Matos, 28, formada em biblioteconomia, fez as 2 provas do Tribunal de Justiça do DF: para analista, que exige nível superior, e técnico (nível médio). Os salários eram, respectivamente, de R$ 5.484,08 e de R$ 3.323,52; o 2º posto teve quase 16 mil candidatos a mais que o 1º, com número de vagas praticamente igual. Para analista, ela foi classificada entre os 20 primeiros; no 2º cargo, ocupava posição na casa dos 2.000. "As provas do nível médio são cada vez mais aprofundadas. A banca quer selecionar os melhores candidatos. Quem passa em geral tem curso superior."
Ajuda do chefe
Enquanto na iniciativa privada é exceção contar ao chefe que está participando de outro processo seletivo, no funcionalismo, o superior até incentiva os estudos. Lianna Tsuno, 27, já é funcionária do Ministério da Saúde, mas não é concursada (tem contrato de um ano). Para não perder o trabalho, ela vai participar do novo concurso do órgão, cujos aprovados vão provalvelmente substituí-la. Sua chefe flexibiliza seu horário para que ela possa freqüentar as aulas do cursinho preparatório. E o estudo não se limita aos dias úteis. Pode haver aulas de sábado, domingo e feriados. E com casa cheia. E a vocação? Tem lugar para ela? Alex José da Silva, 25, diz que chega a ficar 18 horas por dia debruçado nos livros. Para isso, abandonou a profissão de DJ. "Quero ser agente da PF. O DJ será uma diversão. É uma profissão que dá dinheiro e não ocupa muito tempo. Mas e quando eu tiver 50 anos? Eu quero estabilidade."
Fonte: UOL Empregos

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Perder com alegria e orgulho. Desistir, nunca! (artigo de William Douglas)

Falo nos meus livros sobre as técnicas de estudo, organização e provas, mas, aqui, falo do combustível: a vontade de caminhar, de vencer, de chegar, de levantar a taça. Essa vontade precisa estar presente e ser renovada a cada dia, pois só assim a gente agüenta a pressão de tudo e de todos, a começar pela nossa própria e inadequada pressa.
Senhores concurseiros, de todos os times e torcidas, eu vos convoco para perder com alegria e orgulho, quantas vezes for preciso, pois, ao final da longa jornada, comemoraremos juntos seu merecido campeonato. Vocês serão todos campeões, no tempo próprio. Todos os que não morrerem, não desistirem e não deixarem de se adaptar, serão campeões e poderão servir ao povo brasileiro. E espero que sirvam bem, pois, no final das contas, este é o lugar onde vivemos - nós e nossos filhos. Fora isso, tenho ainda algumas boas notícias:
1 - Não existe hora para perder
As derrotas chegam quando chegam. Não tem isso de já venceu o São Paulo e o Boca Juniors, agora não pode perder. Pode sim. Pode perder por um centésimo, ou depois de anos, ou depois de 28 concursos. A única coisa que não pode é desistir, não se aperfeiçoar, pois senão, não passa.
2 - A torcida contra não conta
Não se preocupe se alguém torce contra, ou não acredita. Seja solidário com aqueles que não têm seu próprio time na final para torcer, e ficam olhando você jogar seu jogo. Se torcerem a favor, seja grato; se torcerem contra, seja misericordioso. E jogue seu jogo. Se você vence e torceram por você, é lindo; se não torceram, é irrelevante; e se torceram contra e você perdeu, que triste alguém ficar feliz com a derrota alheia. Triste, mas também irrelevante. Alegre-se por estar jogando.
3 - Acreditar não basta
O grito de confiança “Eu acredito” ecoou toda a semana e durante o jogo, mas não adiantou. Que isso nos sirva de alerta. É absolutamente necessário acreditar, ter fé, motivação, mas também é preciso fazer os gols. Você precisa acreditar em você, mas tem que fazer os gols! Acredite, mas estude; acredite, mas treine; acredite, mas vá fazer as provas; acredite, mas corrija as falhas. E, se for a final da Libertadores, acredite, mas faça os gols em número suficiente. O Fluminense conseguiu fazer dois e ir para a prorrogação, mas parou. Não adianta: demore o quanto demorar, você precisa fazer todos os gols, todas as revisões, todas as provas, ler toda a matéria, toda a legislação... ou não leva a taça.
4 - A vida continua
Dizem que a pessoa muda até de sexo, mas não muda de time. Qualquer que seja a frustração, amanhã eu vou outra vez vestir meu manto e cantar que tenho orgulho de ser tricolor. Do mesmo jeito, ninguém consegue deixar de ser quem é. O máximo que podemos fazer é melhorar o que somos. Você viverá com você o resto da vida, e que esta seja uma das razões para cuidar bem de você, ser gentil consigo e com seu futuro. Qualquer que tenha sido o resultado do último concurso, por favor, vista a camisa e continue no jogo.
5 - Há mais concursos do que Libertadores
Sim, Libertadores é uma por ano, e não é nada fácil conseguir o direito de disputá-la. Nos concursos, você tem oportunidades aos montes, a ponto de precisar somente focar em quais vai apostar. E tem os requisitos legais para se inscrever. Você pode tentar vários por ano, todos os anos.
6 - Nos concursos, quem ganha sai
Imagine uma Libertadores sem o São Paulo, o Boca, Flamengo, Vasco, Grêmio, Internacional... e LDU. Naturalmente seria muito mais fácil vencer, não é? Na Libertadores, quem ganha volta depois para lutar por mais um título. Nos concursos, não. Quem passa já resolveu sua vida e, quando muito, fará outro concurso, jamais o mesmo. Logo, se você ficar na “fila”, estudando e se aperfeiçoando, cada vez haverá mais vagas para você, já que os melhores, os campeões, não voltam para o próximo.
7 - No concurso, só depende de você
O goleiro poderia até pegar o pênalti se eu o batesse, mas teria que correr até o canto para fazê-lo. Eu não entendo como alguém pode chutar a bola no meio do gol, não entendo. O bom do concurso é que você não depende de outra pessoa para vencer, não tem que ficar apenas assistindo. Quer saber mais? Eu jamais colocaria, no meio da prorrogação, um defensor em campo. Eu colocaria um atacante, eu ia querer fazer mais um gol! No concurso, você não depende de outro técnico. O técnico é você. Você escolhe o curso, o livro, a apostila, o concurso, você escolhe tudo... e pode jogar, entrar em campo, bater os pênaltis. Mais trabalhoso sim, mas muito mais seguro.
8 - O jogo se decide em campo
Eu tive um dos prenúncios dos riscos funestos na última final quando alguém disse que o LDU jamais venceria por que vem do Equador... e o Equador nunca venceu uma Libertadores. Ora, eu conheço isso: tem gente que diz que negro, pobre, mulher separada e com filhos, pessoas que fizeram escola pública, da favela, morador de rua, ou qualquer coisa que dificulte, “não passam em concurso”. Já ouvi mais de uma vez que “ninguém dessa família dá em nada”, ou desse bairro, ou dessa isso, ou aquilo. Senhores, o LDU pode ter vindo de onde veio, mas veio e levou a taça. Fez sua parte, do melhor jeito que podia, e conseguiu o que queria. Nesse passo, nunca aceite alguém dizer que você, por qualquer razão, não pode sonhar ou melhorar de vida. Que o LDU nos inspire a não aceitar que digam, antes do jogo, que não podemos fazer isto ou aquilo. Só quem joga pode perder... só quem joga pode vencer. Jogue. Ou, como diria a Nike, just do it.
9 - Morador de rua também passa
Há alguns meses um morador de rua que passou em concurso, o Ubirajara, no Recife. Que ele nos inspire. Não ache que “porque ele passou, agora eu tenho que passar”, não se pressione assim, seria um erro. Pense no moço como um exemplo a mais a ser seguido. Ele conseguiu superar as dificuldades pessoais dele, você vai conseguir superar as suas.
10 - Vamos à jornada!
Para terminar, convido a todos a dar suas opiniões, a conversar, a falar sobre suas derrotas e sucessos através da internet, pelo meu site, ou orkut. Vamos nos irmanar nessa jornada. Mais que isso, convido você a jogar o jogo, e, qualquer que seja o resultado do momento, a continuar em campo. Eu não sei se o Fluminense vai vencer uma Libertadores um dia, não depende de mim. Mas sei que qualquer um pode passar em concursos, se jogar o jogo. Basta fazer as coisas certas, do jeito certo, pelo tempo certo. O que são essas coisas? Bem, vamos falando sobre isso aos poucos. Para que a pressa? Concurso não se faz para passar, diz o mantra, mas até passar, ora. Bom jogo!

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Museu apresenta inseto mais comprido do mundo, bicho-pau de 56 cm

George Beccaloni, curador de ortópteros do museu, com o inseto gigante
(Foto: AP/Museu de História Natural)
O Museu de História Natural do Reino Unido está apresentando ao mundo uma nova espécie de bicho-pau, o Phobaeticus chani, que ganhou o título de inseto mais comprido do mundo. O animal, com 56 cm de comprimento, foi descoberto por um naturalista amador malaio, Datuk Chan Chew Lun, na parte da ilha de Bornéu pertencente à Malásia.
+ Fotos de espécies de bicho-pau
Classificação do bicho-pau:
Reino:  animalia
Filo:  arthropoda
Classe:  insecta
Ordem:  Phasmatodea Orthoptera

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Israel tem festival de balões

Balões de ar quente preparam-se para voar em festival em parque próximo à cidade israelense de Eilat nesta quinta-feira (16). O festival ocorre durante o feriado religioso do Sukkot. (Foto: Reuters)

domingo, 31 de agosto de 2008

Por que é que o resto do mundo não pode viver bem?

Num zoológico na Califórnia , uma fêmea tigre deu à luz , coisa rara, filhotes triplos. Infelizmente, devido às complicações na gravidez, os filhotes nasceram prematuros e devido ao tamanho deles, eles morreram logo após nascerem.Após se recuperar do parto,a tigre mãe, de repente começou a ficar fraca, apesar de que fisicamente estava bem. Os veterinários deduziram que a perda dos filhotes levou a tigresa à depressão. Os veterinários decidiram que se a tigresa pudesse cuidar de filhotes de outra tigresa, ela poderia se recuperar da decepção.Após percorrerem todos os zoológicos do país, a má notícia de que não existia nenhum filhote de tigre recém nascido para dar à tigresa . Os veterinários então decidiram tentar algo que nunca tinha sido tentado num zoológico antes.Algumas vezes uma mãe de uma espécie pode vir a tomar conta de uma espécie diferente. Os únicos órfãos que eles conseguiram achar, eram uns filhotes de porco.

A equipe do zoológico e os veterinários enrolaram os filhotes de porco em peles de tigre e os colocaram perto da tigresa.

Será que os porquinhos se tornariam filhotes de tigre ou 'costeletas' de porco ???