terça-feira, 30 de outubro de 2007

Depois de mais de 5 décadas de espera, o Comitê Executivo da Fifa confirmou hoje, na sede da organização, em Zurique, na Suíça, o Brasil como sede da Copa do Mundo de 2014.

Após confirmar a Alemanha como sede do Mundial Feminino de 2011, o presidente da Fifa, Joseph Blatter, fez o tão aguardado anúncio abrindo o envelope com o resultado da votação por volta de 12h36m (de Brasília). Todos os 20 membros do Comitê Executivo da Fifa votaram a favor da candidatura do Brasil.
- O país que produziu os melhores jogadores do planeta, que tem 5 títulos mundiais, terá o direito, mas também a responsabilidade, de sediar a Copa em 2014 - disse Joseph Blatter, que salientou em seu discurso que o fato de a Colômbia ter desistido da candidatura à Copa de 2014 não facilitou a escolha do Brasil como sede da competição.
O dirigente suíço também fez questão de elogiar a irreverente apresentação da comitiva brasileira, que aconteceu cerca de 3 horas antes do anúncio oficial. A delegação brasileira foi composta, entre outras personalidades, pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, o craque Romário e até o escritor Paulo Coelho, que arrancou risos do Comitê Executivo da Fifa ao fazer uma comparação a paixão do brasileiro pelo futebol com o sexo.
Com a confirmação da Fifa, o país do futebol voltará a receber um Mundial, fato que não acontecia desde 1950. Agora, o Brasil tem até o dia 31 de outubro de 2008 para anunciar quais são as cidades que receberão os jogos.
Ao todo, são 18 capitais de todo o país concorrendo para receber os jogos. A Fifa recomenda ao Brasil que escolha apenas 10 sedes. No entanto, devem ser indicadas 12, como nas Copas de 2006, na Alemanha, e de 2002, no Japão e na Coréia do Sul.
Os concorrentes são: Belém (PA), Belo Horizonte (MG), Brasília (DF), Campo Grande (MS), Cuiabá (MT), Curitiba (PR), Florianópolis (SC), Fortaleza (CE), Goiânia (GO), Maceió (AL), Manaus (AM), Natal (RN), Porto Alegre (RS), Recife (PE), Rio Branco (AC), Rio de Janeiro (RJ), Salvador (BA) e São Paulo (SP).
Nestas cidades, 14 estádios serão reformados para receber o Mundial. Em outras 4, as arenas ainda serão construídas, todas no Nordeste. Em Maceió, será a Arena Zagallo. Em Natal, o Estádio Estrela dos Reis Magos. Em Pernambuco, será a Arena Recife-Olinda, e a Arena Bahia, em Salvador.
Apesar de toda a festa pelo anúncio do Brasil como sede da Copa de 2014, vale ressaltar que o evento não está completamente garantido. Não existe um decreto ou lei que obrigue a Fifa a garantir a realização do torneio no país. A organização pode nomear outro país como sede se o Brasil não cumprir várias obrigações que estão no caderno de encargos.
Caso isso aconteça, pode acontecer com o Brasil o mesmo que aconteceu com a Colômbia. Em 1986, o país perdeu a candidatura para o México justificando que não tinha dinheiro para terminar as obras necessárias à criação da infra-estrutura exigida pela Fifa.
Entre os ítens analisados pela Fifa, estarão, por exemplo: uso da verba disponível para o evento, venda de ingressos, estádios, estrutura para treinamentos, facilidades para a mídia, possibilidade de realização de congressos e eventos, segurança, telecomunicações, transportes, capacidade de acomodação.
Fonte: G1

segunda-feira, 29 de outubro de 2007

Niemeyer na lista dos 100 'gênios vivos'

O arquiteto brasileiro Oscar Niemeyer ficou em 9º lugar numa lista que reúne os "100 maiores gênios vivos”, compilada pela empresa de consultoria global Synectics. A lista considerou fatores como aclamação popular, poder intelectual, realizações e importância cultural para eleger os vencedores.
Segundo o documento divulgado pela consultoria, Niemeyer é um “dos nomes mais importantes da arquitetura moderna internacional e pioneiro por ter explorado as possibilidades de construção do concreto armado”. “Seus prédios têm formas tão dinâmicas e curvas tão sensuais que muitos admiradores dizem que mais do que um arquiteto, ele é um escultor de monumentos”, diz o documento.
Oscar Niemeyer, que completa 100 anos no próximo dia 15 de dezembro, é o autor de projetos de dezenas de edifícios construídos em Brasília (o Palácio da Alvorada, o Congresso Nacional e a Catedral de Brasília).
O arquiteto dividiu o 9º lugar com o compositor americano Philip Glass e o matemático russo Grigory Perelman. A lista foi encabeçada pelo químico suíço Albert Hoffman, criador da droga LSD, que provocou uma revolução nos tratamentos psiquiátricos nos anos 40.
Hoffman dividiu o 1º lugar com o cientista de computação britânico Tim Berners-Lee, criador do domínio World Wide Web, conhecido como "www".
A listagem ainda contemplou personalidades como o megainvestidor americano George Soros (), o animador e criador da série 'Os Simpsons', Matt Groening (), Nelson Madela (), o físico inglês Steven Hawking (), o músico Daniel Barenboim (19º), o magnata das comunicações Rupert Murdoch (20º), o jogador russo de xadrez Garry Kasparov (25º), além do líder espiritual Dalai Lama (26º) e do cineasta americano Steven Spielberg (26º).
Fonte: BBC Brasil

sábado, 27 de outubro de 2007

Cow Parade no Rio de Janeiro

A Cow Parade é a maior exposição de arte de rua do mundo. Já passou por 37 cidades do planeta, fazendo muito sucesso junto ao público. Depois de terem passado por São Paulo (em 2005), Belo Horizonte (2006) e Curitiba (2006), o inusitado rebanho da "CowParade" - considerada a maior exposição de arte de rua do mundo - chegou ao Rio de Janeiro já com a expectativa de ser a maior das edições brasileiras. As vaquinhas ficarão espalhadas pela cidade no periodo de 3 de outubro a 26 de novembro.
São 100 vacas de fibra de vidro espalhadas por locais públicos da cidade. Elas receberam intervenções de artistas plásticos, designers, arquitetos e estilistas. Ao final, todas as vacas serão leiloadas e a renda irá para uma instituição de caridade do Rio.A 'CowParade' foi criada em 1998 em Zurique, na Suíça, e foi considerada como a maior exposição de arte de rua no mundo. Já esteve em mais de 30 metrópoles pelo globo e arrecadou em torno de US$ 11 milhões em seus leilões. Atualmente, as vacas viraram itens de colecionador e também movimentam um negócio que gera cerca de US$ 75 milhões em produtos licenciados na Ásia, Europa e América do Norte.
As vacas criadas pelos artistas são leiloadas ao término da exposição e têm seus fundos direcionados a instituições de caridade. Segundo os organizadores, foi arrecadado mais de R$ 1,5 milhão na edição de São Paulo. O leilão da 'CowParade' no Rio de Janeiro está marcado para acontecer no dia 11 de dezembro.

terça-feira, 23 de outubro de 2007

Pintora aos 4 anos

Até uma criança poderia fazer isso.” Mistura de preconceito e desconfiança com relação a quem dita hoje as regras no lucrativo e hermético mercado das artes, a observação é das mais corriqueiras quando se depara com uma pintura abstrata ou uma peça qualquer exposta em uma galeria de arte contemporânea. Mas no caso dos quadros de Marla Olmstead, que chegaram a ser vendidos por US$ 25 mil, a observação que antes poderia soar ofensiva ganha outro sentido: trata-se da mais pura verdade (ou não?).

Pintora aos 4 anos”, documentário de Amir Bar-Lev que está sendo exibido na 31ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, conta a história da menina que virou manchete nos principais jornais e canais de televisão dos Estados Unidos em 2004 depois que suas pinturas foram descobertas por um galerista americano e descritas não apenas por ele mas por muitos especialistas e críticos de arte como obras de “um verdadeiro gênio” das artes.
Em sua primeira exposição individual, Marla Olmstead, então com apenas 4 anos, teve todas as suas telas – enormes pinturas a óleo coloridas e... abstratas – vendidas para compradores que a comparavam a Jackson Pollock, Monet ou Picasso . Incentivada pelo pai, ele próprio um pintor frustrado e sem talento, a menina vai produzindo um quadro após o outro e, em menos de um ano, torna-se um dos nomes mais quentes das artes americanas: no momento em que o popular programa de televisão “60 Minutes” decide fazer um perfil da menina-prodígio, o número total de pessoas na fila de espera para comprar uma pintura de Marla já chegava a 200. Dois dias após este mesmo perfil ir ao ar, entretanto, o número de encomendas chegou a zero.

Com a mesma velocidade com que se tornou queridinha no mundo das artes, a reputação de Marla despencou no momento em que a reportagem do “60 Minutes” colocou em questão a autenticidade de suas pinturas. Os produtores do programa acreditaram ter reunido evidências para supor que o pai da menina, Mark, seria o verdadeiro responsável pela “genialidade” da garota – por genialidade entenda-se o fato de ela pintar como uma artista abstrata adulta. Uma câmera escondida instalada no porão da residência dos Olmstead mostrou o que parecia ser Mark “dirigindo” o processo de criação de Marla.
E é nesse momento que, com a mesma transparência com que antes demonstrava empolgação com a história de Marla, o diretor do documentário passa a revelar suas próprias dúvidas sobre a autenticidade. Ao longo de mais de um ano de filmagens, Bar-Lev não conseguiu registrar a realização sequer de um quadro do começo ao fim. Ao contrário, em todas as vezes em que tentou, o resultado foram pinturas infantis que não passavam do que se esperaria de alguém como Marla, ou seja, de uma menina de 4 ou 5 anos. Seria ela apenas uma marionete das pretensões artísticas de seus pais? Teriam seus compradores sido enganados por um galerista oportunista e marketeiro? E quanto ao documentarista: não estaria ele sendo usado pela família como mais uma forma de dar legitimidade e credibilidade à história de Marla? Como a sempre recorrente pergunta sobre o que é ou não arte, “Pintora aos 4 anos” não oferece respostas prontas. Não por falta de empenho de seu diretor, dos pais da menina ou mesmo de seus críticos em tentar provar o seu ponto.
É que, como diz um crítico do jornal “The New York Times” entrevistado no filme, a única verdade que existe é aquela que se deseja contar. Se as pinturas de Marla – ou pelo menos creditadas a ela – um dia vão valer US$ 20 milhões ou se estarão destinadas a enfeitar a geladeira dos Olmstead daqui para frente, só o tempo e os próprios compradores serão capazes de dizer.

quinta-feira, 18 de outubro de 2007

Programa cultural/educativo e interessante!!!

Trilha pelo Recife relembra ocupação holandesa
De 1630 a 1654, os holandeses ocuparam o Nordeste do Brasil a fim de retomar o comércio do açúcar na região. Com o objetivo de relembrar a importância deste período para a política, economia e cultura regional, a Associação Centro Vivo Recife realiza nesta quinta-feira (18), a partir das 15h, uma trilha temática pelas ruas antigas da cidade, integrando o projeto O tempo dos flamengos no Recife. Com saída do Marco Zero, o passeio gratuito é aberto a todos que queiram acompanhá-lo, vai recontar com pequenas encenações teatrais algumas passagens mais conhecidas sobre o governo holandês.
Após a concentração, a trilha passará, a pé, pela Rua do Bom Jesus, Ponte Maurício de Nassau, Rua do Imperador e Praça da República. Em cada ponto, uma atração especial, como as pequenas esquetes que contarão um pouco da história dos lugares na época holandesa. Ao todo, participarão cerca de 20 atores e figurantes, acompanhados pelo som de tambores e clarins, instrumentos comumente usados durante a ocupação estrangeira.
O percurso pelo centro foi escolhido pela riqueza de referências. A área abriga a 1ª sinagoga das Américas, a Ponte Maurício de Nassau (1ª primeira grande ponte do Brasil), a Rua do Imperador (onde está a 1ª casa do Conde Nassau na cidade) , o Convento Franciscano de Santo Antônio, que na época holandesa foi transformado em forte e onde ainda está a maior coleção de azulejos holandeses do século 17 no Brasil, e a Praça da República, antigo Horto Botânico, onde estava localizado o Palácio de Friburgo.
O final do passeio, previsto para as 18h, ocorrerá justamente na praça, onde será encenado um banquete simbólico com todos os "personagens" principais da época: índios, judeus, mulheres, médicos, astrônomos, religiosos e a corte do Conde Maurício de Nassau.
SERVIÇO: Trilha Temática O tempo dos flamengos no Recife
Quinta-feira (18), às 15h - Saída do Marco Zero e encerramento na praça da República
Fonte: JC on line (http://jc.uol.com.br/)