sexta-feira, 18 de março de 2011

Ariano Suassuna: “Sou um admirador das mulheres”

Biografia:
Ariano Vilar Suassuna (João Pessoa, 16 de junho de 1927) é um dramaturgo, romancista e poeta brasileiro.
É um dos mais importantes dramaturgos brasileiros, autor dos célebres Auto da Compadecida e A Pedra do Reino, é um defensor militante da cultura do Nordeste.

Ele nasceu na Cidade da Paraíba (hoje João Pessoa), capital da Paraíba (Parahyba em ortografia arcaica), filho de Rita de Cássia Vilar e João Urbano Pessoa de Vasconcellos Suassuna (1886-1930) que cumpria o mandato de presidente do Estado (atualmente equivale ao cargo de Governador). Este dia era dia de Corpus Christi, o que acabou por ocasionar a parada de uma procissão que parecia ocorrer devido ao dia de seu nascimento na frente do palácio do governo do Estado. Ariano viveu os 1º anos de sua vida no Sítio Acauã, no sertão do estado da Paraíba.

Aos 3 anos de idade (1930), Ariano passou por um dos momentos mais complicados de sua vida com o assassinato de seu pai no Rio de Janeiro, por motivos políticos, durante a Revolução de 1930, o que obrigou sua mãe a levar toda a família a morar na cidade de Taperoá, no Cariri paraibano.

Ainda em Taperoá, Ariano teve conhecimento da morte do seu pai, que ocorreu dentro da cadeia de eventos que sucederam e estavam ligados à morte de João Pessoa Cavalcanti de Albuquerque, e, como produto destes acontecimentos, sua família precisou fazer várias peregrinações para diferentes cidades, a fim de fugir das represálias dos grupos políticos opositores ao seu falecido pai.

De 1933 a 1937, Ariano ainda em Taperoá, fez seus primeiros estudos e assistiu pela primeira vez a uma peça de mamulengos e a um desafio de viola, cujo caráter de "improvisação" seria uma das marcas registradas também da sua produção teatral.

No dia 19 de janeiro de 1957, casa-se com Zélia de Andrade Lima, com a qual teve 6 filhos: Joaquim, Maria, Manoel, Isabel, Mariana e Ana.

Em 2002, Ariano Suassuna foi tema de enredo do Império Serrano, no carnaval carioca; em 2008, foi novamente tema de enredo, desta vez da escola de samba Mancha Verde no carnaval paulista.
Estudos:
Em 1942, ainda criança, Ariano Suassuna muda-se para cidade do Recife, no vizinho estado de Pernambuco, onde passou a residir definitivamente. Estudou o antigo ensino ginasial no renomado Colégio Americano Batista, e o antigo colegial (ensino médio), no tradicionalíssimo Ginásio Pernambucano e, posteriormente, no Colégio Oswaldo Cruz. Posteriormente, Ariano Suassuna concluiu seu estudo superior em Direito (1950), na célebre Faculdade de Direito do Recife, e em Filosofia (1964.)

De formação calvinista e posteriormente agnóstico, converteu-se ao catolicismo, o que viria a marcar definitivamente a sua obra.

Ariano Suassuna estreou seus dons literários precocemente no dia 7 de outubro de 1945, quando o seu poema "Noturno" foi publicado em destaque no Jornal do Comercio do Recife.

Advocacia e teatro:
Na Faculdade de Direito do Recife, conheceu Hermilo Borba Filho, com quem fundou o Teatro do Estudante de Pernambuco. Em 1947, escreveu sua primeira peça, Uma mulher vestida de Sol. Em 1948, sua peça Cantam as harpas de Sião (ou O desertor de Princesa) foi montada pelo Teatro do Estudante de Pernambuco. Seguiram-se Auto de João da Cruz, de 1950, que recebeu o Prêmio Martins Pena, o aclamado Auto da Compadecida, de 1955, O Santo e a Porca - O Casamento Suspeitoso, de 1957, A Pena e a Lei, de 1959, A Farsa da Boa Preguiça, de 1960, e A Caseira e a Catarina, de 1961.

Entre 1951 e 1952, volta a Taperoá, para curar-se de uma doença pulmonar. Lá escreveu e montou Torturas de um coração. Em seguida, retorna a Recife, onde, até 1956, dedica-se à advocacia e ao teatro.

Em 1955, Auto da Compadecida o projetou em todo o país. Em 1962, o crítico teatral Sábato Magaldi diria que a peça é "o texto mais popular do moderno teatro brasileiro". Sua obra mais conhecida, já foi montada exaustivamente por grupos de todo o país, além de ter sido adaptada para a televisão e para o cinema.
Em 1956, afasta-se da advocacia e se torna professor de Estética da Universidade Federal de Pernambuco, onde se aposentaria em 1994. Em 1976, defende sua tese de livre-docência, intitulada "A Onça castanha e a Ilha Brasil: uma reflexão sobre a cultura brasileira".
Ariano acredita que: "Você pode escrever sem erros ortográficos, mas ainda escrevendo com uma linguagem coloquial."

Movimento Armorial:
Ariano foi o idealizador do Movimento Armorial, que tem como objetivo criar uma arte erudita a partir de elementos da cultura popular do Nordeste Brasileiro. Tal movimento procura orientar para esse fim todas as formas de expressões artísticas: música, dança, literatura, artes plásticas, teatro, cinema, arquitetura, entre outras expressões.

As obras dele já foram traduzidas para inglês, francês, espanhol, alemão, holandês, italiano e polonês.
Em 1993, foi eleito para a cadeira 18 da Academia Pernambucana de Letras, cujo patrono é o escritor Afonso Olindense.
Obras selecionadas:
Uma mulher vestida de Sol, (1947);
Cantam as harpas de Sião ou O desertor de Princesa, (1948);
Os homens de barro, (1949);
Auto de João da Cruz, (1950);
Torturas de um coração, (1951);
O arco desolado, (1952);
O castigo da soberba, (1953);
O Rico Avarento, (1954);
Auto da Compadecida, (1955);
O casamento suspeitoso, (1957);
O santo e a porca, (1957);
O homem da vaca e o poder da fortuna, (1958);
A pena e a lei, (1959);
Farsa da boa preguiça, (1960);
A Caseira e a Catarina, (1962);
As conchambranças de Quaderna, (1987);
Fernando e Isaura, (1956)"inédito ate 1994";
Romance:
A História de amor de Fernando e Isaura, (1956) ;
O Romance d'A Pedra do Reino e o Príncipe do Sangue do Vai-e-Volta, (1971);
História d'O Rei degolado nas caatingas do sertão/Ao sol da Onça Caetana, (1976);

Poesia:
O pasto incendiado, (1945-1970) ;
Ode, (1955);
Sonetos com mote alheio, (1980) ;
Sonetos de Albano Cervonegro, (1985);
Poemas (antologia), (1999)
Auto da Compadecida:
É um filme brasileiro de 1969, do gênero comédia, dirigido por George Jonas e roteiro de Ariano Suassuna e George Jonas, baseado na premiada peça de Ariano Suassuna, A Compadecida.
Foi gravado em Brejo da Madre de Deus, em Pernambuco.

Sinopse:
Narra as aventuras de 2 amigos inseparáveis: João Grilo e Chicó, empregados na casa do padeiro, que, por sua vez, é a representação da burguesia rica. Os dois amigos tentam convencer o sacristão, o padre e o bispo a aceitarem enterrar um cachorro no cemitério local, mas isso se mostra uma tarefa nada fácil. A astúcia dos 2 acaba criando várias aventuras, confusões e situações engraçadas.

sábado, 12 de março de 2011

Aniversário do Recife será comemorado no bairro da Várzea!!!

(Carnaval Recife 2011 - Pólo Várzea)
Depois da folia carnavalesca, a festa continua no Recife para comemorar o aniversário de 474 anos da cidade (12 de março). A celebração começa amanhã, sábado (12) com bolo gigante, que pela 1ª vez será cortado fora do centro da cidade, um desdobramento da política de descentralização dos festejos promovidos pela Prefeitura. O tradicional bolo de aniversário será cortado pelo prefeito João da Costa, às 10h, na Praça da Várzea. Na ocasião, o gestor também assinará a ordem de serviço para a construção de 15 Academias da Cidade. Já o concerto da Orquestra Sinfônica do Recife (OSR) acontece no domingo (13), às 18h, no Marco Zero, e terá como regente convidado o Maestro Duda. A programação ainda se estenderá por todo o mês de março, com inaugurações e assinaturas de ordens de serviços para realização de obras na Capital.
O bolo pesará 474 quilos, o mesmo número de anos da cidade, e deverá deliciar uma multidão de recifenses que sempre comemoram com muita alegria o aniversário do Recife. Além do bolo, e de apresentação de grupos culturais, a festa será marcada pela assinatura das ordens de serviços de 15 Academias da Cidade, pelo prefeito João da Costa. As invenções fazem parte do 2º Plano de Obras do OP, lançado em abril do ano passado, através de um convênio entre a Prefeitura do Recife e o Governo do Estado.
Ao todo, o 2º Plano prevê a execução de 61 obras eleitas pela população nas reuniões do programa municipal. Serão investidos R$ 51,5 milhões em serviços de drenagem, pavimentação e contenção de encostas de 23 ruas, urbanização de 2 canais, contenção de encostas e escadarias em 16 vias, além da construção de 20 Academias da Cidade.
Durante a apresentação da Orquestra Sinfônica do Recife, o maestro Osman Giuseppe Gioia passa a batuta para o maestro Duda, homenageado da folia recifense deste ano, que regerá todo o concerto. O repertório é todo formado por composições do próprio homenageado. “Duda é um dos compositores mais ecléticos que conheço. Ele passeia por vários ritmos, tanto os nordestinos quanto os brasileiros e até internacionais, mas sempre com a peculiaridade dele. As peças são fáceis de tocar, muito bem escritas e soma muito bem”, explica Gioia, regente oficial da OSR.
Um dos momentos marcantes da apresentação será a execução da Suíte Monette (o nome é uma referência ao americano David Monette, famoso fabricante de instrumentos de metal), que terá como solistas o trompetista Nailson Simões e trombonista Nilson Amarante. A música traz 4 movimentos, com ritmos de ciranda, balada de blues, valsa e boi bumbá.
"O maestro Duda foi o homenageado no Carnaval do Recife e agora é ele que homenageia a cidade no seu aniversário. Esta é mais uma oportunidade que a Prefeitura do Recife oferece à população para conhecer a obra de um dos maiores artistas da nossa história", considerou a presidente da Fundação de Cultura, Luciana Félix.
O programa do concerto será executado pela formação completa da OSR, com cerca de 80 músicos. Fantasia Carnavalesca, Serenata do Capibaribe, Suíte Nairan, Música para Metais nº 2, Fantasia para Trompete e Trombone, e Suíte Nordestina são algumas das músicas que serão apresentadas no Marco Zero, no Bairro do Recife.
HISTÓRIA - Em 12 de março de 1537 exatamente, a capital do estado de Pernambuco, Recife, era fundada. Na época, Recife era uma pequena colônia de pescadores. O nome foi escolhido por causa dos arrecifes - rochedos de coral e arenito formando uma muralha natural que circundam todo seu litoral. Localizada na foz dos rios Capibaribe e Beberibe, Recife ficou conhecida como a "Veneza brasileira", em alusão à cidade italiana com inúmeros canais e pontes atravessando seus rios.
Por ser uma cidade litorânea, logo foi construído um porto, utilizado por Olinda, na época, capital da Capitania, para escoar a produção de açúcar. O núcleo primitivo urbano da Cidade nascido com o Porto do Recife era constituído originalmente por conjunto de estreitas ilhas e camboas, resultantes das ações de depósito trazidos pelos rios e pelas correntes marítimas e do aterro de manguezais, em diversos momentos da história.
Até a chegada dos holandeses (1630), Recife dependia de Olinda - local de moradia da aristocracia do açúcar. Os invasores preferiram se estabelecer nas terras baixas do Recife, seja porque o sítio de Olinda não favorecia aos seus interesses militares e comerciais, seja pela semelhança do sítio do Recife com as terras da Holanda. A ocupação foi sendo feita por soldados, colonos, habitantes de Olinda (incendiada pelos holandeses) e por imigrantes judeus.
A intervenção holandesa (1637-1654) foi um fator decisivo para o direcionamento dos 3 eixos de urbanização da parte central do Recife, com a construção de fortes e redutos para impedir os ataques por terra e, também, através da intervenção planejada de Maurício de Nassau. O 1º eixo seguiu em direção ao norte do bairro do Recife, no caminho para Olinda, onde atualmente, encontra-se a Fortaleza do Brum e a fábrica de biscoitos Pilar. O 2º eixo atravessou o rio Capibaribe e ocupou a ilha de Antônio Vaz, atuais bairros de Santo Antônio e São José. Ainda durante século XVII, construiu-se a Fortaleza das Cinco Pontas e a ligação por dique, deste forte ao "Aterro dos Afogados", atual Rua Imperial. O 3º configurou-se nos meados do século XVIII a partir da implantação do aterro da Boa Vista, na margem esquerda do Capibaribe, contornado a Rua da Imperatriz e, na parte mais firme, o bairro da Boa Vista.
(bandeira do Recife)
Fontes: Blog do Jamildo / Diário de Pernambuco / Folha de Pernambuco / PE 360 graus

quarta-feira, 9 de março de 2011

08/03/2011 - Dia Internacional da Mulher

No dia 8 de março de 1857, operárias de uma fábrica de tecidos, situada na cidade norte americana de Nova Iorque, fizeram uma grande greve. Ocuparam a fábrica e começaram a reivindicar melhores condições de trabalho, tais como, redução na carga diária de trabalho para 10 horas (as fábricas exigiam 16 horas de trabalho diário), equiparação de salários com os homens (as mulheres chegavam a receber até um terço do salário de um homem, para executar o mesmo tipo de trabalho) e tratamento digno dentro do ambiente de trabalho.
A manifestação foi reprimida com total violência. As mulheres foram trancadas dentro da fábrica, que foi incendiada. Aproximadamente 130 tecelãs morreram carbonizadas, num ato totalmente desumano.
Porém, somente no ano de 1910, durante uma conferência na Dinamarca, ficou decidido que o 8 de março passaria a ser o “Dia Internacional da Mulher”, em homenagem as mulheres que morreram na fábrica em 1857. Mas somente no ano de 1975, através de um decreto, a data foi oficializada pela ONU (Organização das Nações Unidas).
Objetivo da Data:
Ao ser criada esta data, não se pretendia apenas comemorar. Na maioria dos países, realizam-se conferências, debates e reuniões cujo objetivo é discutir o papel da mulher na sociedade atual. O esforço é para tentar diminuir e, quem sabe um dia terminar, com o preconceito e a desvalorização da mulher. Mesmo com todos os avanços, elas ainda sofrem, em muitos locais, com salários baixos, violência masculina, jornada excessiva de trabalho e desvantagens na carreira profissional. Muito foi conquistado, mas muito ainda há para ser modificado nesta história.
Conquistas das Mulheres Brasileiras:
Podemos dizer que o dia 24 de fevereiro de 1932 foi um marco na história da mulher brasileira. Nesta data foi instituído o voto feminino. As mulheres conquistavam, depois de muitos anos de reivindicações e discussões, o direito de votar e serem eleitas para cargos no executivo e legislativo.
Marcos das Conquistas das Mulheres na História:
* 1788 – o político e filósofo francês Condorcet reivindica direitos de participação política, emprego e educação para as mulheres.
* 1840 – Lucrécia Mott luta pela igualdade de direitos para mulheres e negros dos Estados Unidos.
* 1859 – surge na Rússia, na cidade de São Petersburgo, um movimento de luta pelos direitos das mulheres.
* 1862 – durante as eleições municipais, as mulheres podem votar pela 1ª vez na Suécia.
* 1865 – na Alemanha, Louise Otto, cria a Associação Geral das Mulheres Alemãs.
* 1866 – No Reino Unido, o economista John S. Mill escreve exigindo o direito de voto para as mulheres inglesas.
* 1869 – é criada nos Estados Unidos a Associação Nacional para o Sufrágio das Mulheres
* 1870 – Na França, as mulheres passam a ter acesso aos cursos de Medicina.
* 1874 – criada no Japão a primeira escola normal para moças
* 1878 – criada na Rússia uma Universidade Feminina
* 1901 – o deputado francês René Viviani defende o direito de voto das mulheres

Fonte: Site do Colégio Sacramento

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Talento de Crystal do Espírito Santo

Crystal entre os cantores Zezé Di Camargo e Luciano
Pernambuco vem se mostrando celeiro de grandes talentos musicais. Depois de exemplos como o da pianista Priscilla Dantas, de 16 anos, que está na contagem regressiva para estudar música nos Estados Unidos, e do violinista Júlio Carlos, 15, que há 3 meses partiu para a Academia de Música de Varsóvia e vai realizar o sonho de tocar em uma orquestra filarmônica da Europa, o Brasil descobre o dom da pequena Crystal do Espírito Santo, que aos 10 anos impressionou todo mundo com o som que suas pequenas mãos conseguem arrancar de um piano.
A garota ficou conhecida nacionalmente após tocar para uma plateia de 4.200 pessoas, em um show da dupla Zezé Di Camargo e Luciano, e realizar o sonho de ganhar um piano dos artistas. O acontecimento rendeu matérias no programa Fantástico, veiculadas nos 2 últimos domingos na Rede Globo. Não por coincidência, todos os exemplos supracitados dão lição de que o talento não escolhe classe social. Priscila Dantas é moradora de um bairro pobre de Olinda, Júlio Carlos vivia em uma das mais perigosas favelas do Estado, o Coque, e nas mesmas condições vive Crystal, residente numa invasão num bairro de Jaboatão dos Guararapes.Assim como aconteceu com os outros, a professora de piano Janete Florêncio afirma: “Tenho certeza de que o problema financeiro não será impedimento para Crystal. No caso dela, a música sublima todas as adversidades”. Tanto Janete quanto a professora de piano da menina, Joana Darc Florêncio, foram de grande ajuda para Crystal. Uma bolsa de estudos no conservatório Musicale, no Recife, oferecido pelas docentes, foi o pontapé inicial para que a carreira da menina deslanchasse. Antes da fama acontecer, as professoras se sensibilizaram com o fato de a garota, dona de um grande talento, não ter um bom piano para estudar. Deram início a uma campanha para arrecadar verba e comprar o instrumento. “Como ela já ganhou o piano, a campanha continua para oferecer melhores condições de moradia para a menina e sua família”, disse Janete.
O DOM DE CRYSTAL
Tristeza e alegria não têm prazo para começar nem acabar. Enquanto a roda do tempo gira, elas se revezam. Há exatamente 1 ano, a menina Crystal do Espírito Santo, hoje conhecida nacionalmente por tocar piano, recebeu a notícia que desestruturou toda a família. O pai, Carlos Alberto da Silva, 55 anos, havia sido demitido do emprego de vigilante. Foi o início de uma jornada difícil. E o tempo passou nessa pisada até a reviravolta acontecer. Por causa da música. Por causa do dom.
Crystal agradece a Deus por tudo que vem acontecendo na vida dela desde o início de dezembro deste ano, quando brilhou no Fantástico e mostrou seu talento ao piano. Ela conseguiu ganhar um instrumento novo, viajou e conheceu outros músicos. Conquistou corações com seu jeito simples. O xodó com o pai ficou mais forte. Os mais novos sonhos de Crystal são conseguir emprego para o pai e ajudar a comprar uma casa para a família. "Quero alcançar tudo isso através da música", deseja a menina.
Seu Carlos nunca deixou de levar a menina às aulas de música. Juntos, pegaram muitos ônibus e andaram quilômetros, sem desistir do sonho. "O pai acreditou no dom de Crystal quando ninguém ainda acreditava", conta a diretora da escola Musicale, Janete Florêncio, onde a menina estuda atualmente, com os professores Joana Florêncio e Edson Magalhães Bandeira de Mello.
 UM "CRISTAL" EM LAPIDAÇÃO
Há pessoas que parecem ter nascido de almas prontas para a arte, até mesmo sendo crianças. E Crystal do Espírito Santo é uma dessas. A menina de 10 anos que encantou o país depois de aparecer no programa Fantástico da Rede Globo por 2 vezes, fazendo poesia com as mãos e tocando piano como uma virtuose (aquela que domina uma técnica de arte), está pronta para brilhar, como diz seu próprio nome. No dia 11 deste mês, na cidade de São Lourenço, em Minas Gerais, ela teve um encontro inesquecível com o "Pelé do piano", Arthur Moreira Lima, e no dia seguinte ela apresentou-se no Centro Cultural Pe. Bragança, um casarão próximo à capela da Universidade Católica de Pernambuco. O concerto seria feito inicialmente para que pudesse comprar um instrumento. Mas, como ela já ganhou um de presente da dupla Zezé de Camargo e Luciano, a renda será guardada para que possa alcançar um outro sonho: comprar uma casa para os pais.
Crystal viajou a Minas Gerais na noite de quarta-feira depois de receber um convite repentino para conhecer ofamoso pianista, que ficou encantado com seu dom de expressar a música. Ela agora está conhecendo um mundo novo, aberta a possibilidades e encantos. Como diz o poeta Fernando Pessoa, viajar é ser outro constantemente, ir em frente, ir a seguir. Mas, a volta da garota é certa e ela ainda mora numa vila fruto de uma invasão em Jaboatão dos Guararapes, uma casa de 20 metros quadrados, localizada na Rua Campo Grande. "Meu sonho agora é comprar uma casa para minha família e arrumar um emprego para o meu pai", disse a menina, mostrando como o pai, Carlos Alberto, é importante em sua vida. Foi ele quem introduziu o gosto musical na família e investiu no talento de Crystal, mesmo sabendo que o piano não era um instrumento barato e de fácil acesso.
A menina falou ao Diario por telefone antes de se encontrar com Arthur Moreira Lima e receber uma aula vip do pianista no caminhão-teatro onde ele costuma percorrer o país e se apresentar para públicos diversos. Crystal não conhecia o trabalho de Arthur, mas estava ansiosapara vê-lo: "Estou ansiosa, porque sou um pouco tímida. Mas eu sinto uma sensação maravilhosa quando estou tocando. A música que eu mais gosto é Fantasia Improviso, de Frédéric Chopin. Foi ela que meu pai me apresentou, que me abriu as portas e me ajudou em toda minha vida", declarou
 

sábado, 12 de dezembro de 2009

O homem FRUGAL



Hoje a maior preocupação mundial é o meio ambiente. Nossa casa, o planeta Terra, está sendo ameaçada pela poluição, pelo excesso de gente, pelo consumo dos recursos naturais, pela pesca excessiva, pelas novas embalagens que demoram séculos para degradar, pelo aquecimento climático, pelo derretimento das geleiras, etc.

O que você aí está fazendo para amenizar esses problemas? Qual a sua pequena, mas importante, contribuição para o meio ambiente global? Nada? Não pensou nisso? Não é com você?

Existe um movimento mundial pela “nova frugalidade”. O que é isto? É viver bem, mas com menos, menos dejetos, menos plástico, carros menores e mais eficientes, aparelhos elétricos mais eficientes, reciclando seu lixo doméstico.

Pequenas medidas diárias causam grandes efeitos. Quando você vai a uma farmácia e compra um pequeno remédio, evite as sacolinhas plásticas; vai à padaria comprar pão, não precisa de um saco de plástico sobre o de papel; vai comprar jornal, não precisa de sacola. Se você tem um carro flex, e hoje quase todos os são, abasteça com álcool; leve uma sacola de pano quando for ao supermercado comprar uma meia dúzia de coisas, etc. Pequenas medidas que reduzem a quantidade de plástico e de lixo.

Pessoalmente acho que neste contexto de reduzir o supérfluo e o padrão de consumo exagerado em que vivíamos até antes da crise mundial de 2008, devemos e podemos viver com menos. A busca de status e o consumo exagerado hoje são mal vistos na Europa e no EUA, são vistos como símbolo de ignorância. Um exemplo disto é o gigantesco carrão americano HUMMER, jipe de guerra que ganhou as ruas e hoje é considerado como um atentado ao meio ambiente.

A busca por viver mais com menos pode trazer mais felicidade às pessoas, e a pressão que a sociedade sofre por casas maiores, carros maiores, mais roupas, mais eletrodomésticos, mais tudo, tende a diminuir os recursos naturais, levando ao seu esgotamento.

Existe uma frase que define bem a busca desenfreada por status: “É comprar o que você não precisa, com o dinheiro que você não tem, para mostrar para quem você não gosta aquilo que você não é”.

Nos EUA, hoje em dia, já há um movimento para viver em casas menores, mais eficientes, menos consumidoras de recursos como energia, água e gás. Viver com menos é ser mais inteligente. Você não precisa de um jipão ou de um SUV com tração 4x4, motor diesel e custando mais de 100 mil reais para usar em 99% do tempo para ir do trabalho para casa. Se precisar de um carro para usar na lama ou na areia, alugue.

É mais racional gastar R$ 2 mil num colchão novo confortável ou R$ 2 mil num bom ar condicionado split para seu quarto onde você passa 10 horas por dia, que gastar mais 30 mil reais para trocar seu carro 2007 por um 2009 onde você passa meia hora por dia.

O que estou dizendo é que devemos reduzir 10 ou 20% nosso nível de gastos e de supérfluo sem piorar nossa qualidade de vida, ao contrário, poupando mais, poluindo menos, passando mais tempo em casa, com a família. É mais prazeroso ler um bom livro ou assistir um bom filme, comer uma boa pizza do que comprar uma roupa nova de R$ 1.000 para usar uma única vez numa festa. Pense sobre isto, reduza seus gastos, viva com menos excesso, tente ser feliz sem dever, sem comprar o que não precisa, sem se preocupar com a opinião do vizinho sobre a idade do seu carro. Pense que é fácil e vai fazer bem para você e para o planeta.

Autor: Geraldo C. Carvalho Jr.

domingo, 25 de outubro de 2009

Cinderela é a nova paixão nacional!


Um curso de iniciação teatral com Carlos Gomes do Espírito Santo, no Centro de Cultura e Arte da Fundação de Ensino Superior de Olinda (Funeso), em 1984. Isso foi o suficiente para o ator e diretor pernambucano Jeison Wallace encontrar o caminho profissional. O intérprete da personagem Cinderela, há 18 anos, traz consigo uma veia cômica, um gestual tipicamente pernambucano e um suingue adquirido no subúrbio de Afogados, local onde cresceu.

A gata borralheira mais animada do Estado estreou na TV Jornal em 2004. Inicialmente, com uma participação de 15 minutos no programa Muito mais apresentado, na época, por Beto Café. Desde então, caiu no gosto popular, passando a ser um programa diário de 30 minutos chamado de Papeiro da Cinderela.

No programa, quadros satirizam apresentadores da própria emissora como, por exemplo, o chef Wellington, do Sabor da gente, com o personagem chef Ureiéllington, no Que djilícia, e a Engraçadinha Araújo, uma homenagem ao talento da âncora do TV Jornal meio dia, Graça Araújo. O PQP (Pense o que pensar) é outro quadro de sucesso do Papeiro, como Cantando no chuveiro, Banho real, Pegadinha da Cinderela, Escolinha da Cinderela e o Tá valendo.

“Acredito que fomos conseguindo espaço por causa do trabalho, que é feito com os pés no chão”, destaca Jeison Wallace. Para o ator, o sucesso se dá por ele falar a linguagem do povo. “Nós atores somos observadores natos, guardamos na memória e incorporamos. Sempre as pessoas me param na rua e falam que tem uma filha que diz ‘Oxe! Mainha’ ou que a Cinderela é a cara de alguma empregada delas. Isso é o bacana do trabalho, pois a identificação é real”, comenta. Sobre a criação da personagem, Jeison ressalta que basta olhar os trejeitos dos pernambucanos: “Temos muitas manias que ficam engraçadas”.

Com o sucesso e a identificação do público, Cinderela anuncia produtos de consumo para a dona de casa, emprestando a marca consagrada dela para lã de aço, feijão, produtos de limpeza, ovo de páscoa e outros.
As frases e os bordões de Cinderela são repetidos até por crianças. Um dos dele, o “bate peitinho”, virou hit e mania no programa Pânico na TV e ganhou as ruas do Brasil em pouco tempo. A dupla Silvio e Vesgo não identificou a autoria da expressão, o que causou certa polêmica. “Quando a brincadeira surgiu, eles colocaram os créditos, mas, de uma hora para outra, desvincularam o bordão”, lembra Jeison.


Essa polêmica fez com que a apresentadora Eliana o chamasse para participar do novo programa dela no SBT. “Fui apresentado a Eliana na época que ela vinha ao Recife e milhares de crianças acompanhavam o trio elétrico que comandava em Boa Viagem. Cantei junto e depois ela foi assistir a minha peça, que estava em cartaz. Com toda essa história do ‘bate peitinho’ vindo à tona, ela quis que eu fizesse parte do programa”, diz o ator.

A identificação com a personagem também foi grande no Brasil. Cinderela agradou tanto que, na primeira participação, em 06 de setembro, o programa Eliana liderou a audiência por quase uma hora e a personagem participa da revista eletrônica desde então. “A produção fez algumas pesquisas sobre humoristas e chegamos ao nome de Jeison Wallace”, pontua o diretor do programa, Marcio Lima. Ele comenta, também, que Cinderela possui um humor irreverente e as crianças gostam, por este motivo a personagem faz parte do quadro Criança show. “O casamento foi perfeito: Jeison é um ótimo ator, um comediante muito bom e tem sacadas muito rápidas. A resposta no Ibope, em São Paulo, foi tão rápida que decidimos exibir outros quadros do programa de Cinderela, como o Tá valendo.” Segundo Jeison Wallace, o Tá valendo é um sucesso por causa da participação direta do povo. “Não sabemos do que as pessoas são capazes de fazer por R$ 10. O quadro mostra exatamente isso. Constatamos, com a gravação em São Paulo, que não só os pernambucanos topam a brincadeira, mas os brasileiros de uma forma geral”, diz.

A diretora geral do Eliana, Leonor Correa, salienta que o humor é fundamental em programas de auditório, principalmente no domingo, já que todos querem se divertir. “O humor nordestino tem características próprias, um pouco circense, sempre pra cima, sem ofender, sempre com alegria para todas as idades. O grande diferencial está em quem faz a Cinderela, Jeison Wallace, além de grande profissional, é humilde e super dedicado”, enfatiza. Ela lembra, também, que São Paulo é feita de muitos nordestinos e todos querem matar saudades do sotaque e da terrinha.

O sucesso da participação da personagem é tão grande que a produção do Eliana se deslocou de São Paulo para gravar quadros no Recife. A equipe do SBT filmou cenas na praia de Boa Viagem e no VII Festival Nacional do Bode, no município de Sertânia. Os quadros gravados em Sertânia vão ao ar hoje. “Nosso plano é que ela (Cinderela) continue com a gente sempre, começou junto e com pé direito. Que a sorte de um faça bem ao outro, porque competência, talento, profissionalismo e dedicação, Jeison Wallace tem de sobra”, afirma Leonor Correa.

Para manter o sucesso e conquistar voos cada vez mais altos, o ator pernambucano diz que é preciso amadurecimento. “São 25 anos de carreira com trabalho árduo e o reconhecimento surgiu por causa das sementes que plantei. Agora é a hora de colher os frutos”, finaliza.O bordão ‘PEITINHO’ é meu”, diz Cinderela.

Conhecido em todo o Nordeste por sua irreverência e criatividade, Jeison Wallace, que vive a personagem Cinderela no programa “Papeiro da Cinderela”, da TV Jornal/SBT Pernambuco, reivindica para si a autoria do bordão “peitinho”, divulgado nacionalmente pela dupla Silvio e Vesgo no programa “Pânico na TV!”.

Em entrevista, Jeison Wallace repetiu o velho ditado “na TV nada se cria, tudo se copia” e garante: “Meu objetivo não é processar o Pânico muito menos brigar com os humoristas“. O comediante quer apenas deixar claro que o bordão “Peitinho” é usado por ele há mais de 5 anos em Pernambuco. “O Nordeste todo já conhecia”, diz Jeison Wallace. O bordão “Peitinho” foi lançado nacionalmente pelo “Pânico na TV” e ganhou as ruas do Brasil em pouco tempo.

Rodrigo Scarpa, o repórter Vesgo do programa, disse ao jornal O Dia que a ideia teria partido de “uma pessoa” que pregou a peça neles em uma cobertura no Nordeste. A pessoa a qual o repórter Vesgo se refere é Cinderela, e o evento em questão é o Baile dos Artistas de Recife. “Meus fãs pedem para eu processar, mas esse não é o meu objetivo. Esse tipo de atitude é baixo demais“, completou. E mais: “Quando Vesgo e Silvio começaram a usar o bordão, eles colocavam uma imagem de Cinderela, creditando a brincadeira. De uma hora para outra a imagem foi desvinculada”,  disse Jeison Wallace.

No mês de maio o jornal Extra publicou matéria acusando a dupla Vesgo e Sílvio de plágio. A publicação disse que a brincadeira é uma imitação, de fato, e que o repórter Vesgo copiou. bordão é um fenômeno nacional. Já virou funk e remixagens no YouTube. Ceará, que interpreta Silvio Santos no Pânico, comentou o caso: “Quando fomos a Recife para realizar a cobertura do Baile dos Artistas, Cinderela fez essa brincadeira conosco [Vesgo e Silvio] e nós passamos para frente aqui em São Paulo. Mas confirmo que o bordão é ideia da Cinderela“.

Cinderela é um fenômeno de público no Nordeste há mais de 18 anos. Ela traz para uma casa de espetáculos pessoas que nunca tiveram a oportunidade de entrar num teatro.

Cinderela alçou voos muito maiores, pois além de suas peças vistas e comentadas por milhares de espectadores em todo Brasil, já virou diversas teses de mestrado, virou biografia de livro, e há 5 anos ganhou seu próprio programa de televisão na TV Jornal (SBT) de Pernambuco, onde diariamente na hora do almoço é vice líder no horário chegando a ser primeiro lugar na audiência. Virou CDs de sucesso, produtos de consumo pra dona de casa – emprestando sua marca consagrada em lã de aço, feijão, produtos de limpeza, ovo de páscoa e outros.

Foi destaque no Domingo Legal do Gugu e apresentou vários links ao vivo direto para o Teleton (SBT) em 2008. As suas frases e bordões são repetidos até por crianças muito pequenas. Um dos bordões criados por Cinderela, o “bate peitinho”, virou hit e mania em 2009 no programa Pânico na TV. Vários espetáculos fazem parte da lista de sucessos de Jeison Wallace, tanto atuando, como escrevendo e dirigindo. O principal deles foi “Cinderela – A Estória que sua mãe não contou”, que permaneceu 9 anos em cartaz.

Fonte: JC on line

sábado, 24 de outubro de 2009

Arte de um pernambucano de sucesso!


Colorida, vibrante, alegre e sem limites, a arte pop de Romero Britto surpreende em lugares insuspeitos de Miami, e sua mais recente criação está a ponto de se espalhar pelas ruas de toda a cidade.

Com seu estilo característico, o artista brasileiro pintou uma série de parquímetros, cujo dinheiro que arrecadar será destinado às pessoas que vivem nas ruas.

Além disso, Romero Britto pretende inaugurar em menos de 3 anos uma das maiores instalações de arte do mundo, quando terminar de pintar um mural ao longo das paredes externas do monumental estádio de futebol americano dos Miami Dolphins.

Para este artista de 46 anos, pequenas ou grandes contribuições urbanas são formas que ele encontrou para agradecer à cidade que o tirou dos tempos difíceis de sua adolescência no Recife e o transformou em poucos anos naquele que muitos conhecem hoje como "o artista feliz".

"Pinto sensações, sentimentos universais", explicou Romero Britto, em entrevista à AFP.
 Em seus quadros - uma mistura de cubismo e pop art, com um traço negro que contém uma explosão de cores -, não se descobre a origem da cena.

"Minha obra reflete uma celebração das coisas simples e boas da vida", explica o artista, que descobriu a pintura aos 8 anos de idade e fez dela a única atividade que dava paz e ordem a sua caótica vida.

Seus desenhos estão espalhados por toda Miami. E suas esculturas recebem os visitantes em shopping centers e parques. Mas sua obra já não tem fronteiras.

"Apesar de muita gente achar que sou apenas um artista de Miami, estou viajando o tempo todo e minha obra está no mundo todo", afirma Romero Britto.

Seus trabalhos estão em galerias de pontos tão distantes quanto Tóquio, Cingapura e São Paulo. E em museus do Brasil, Venezuela, Holanda, China e, mais recentemente, no Louvre de Paris. "Minha arte é uma ponte que me leva a muitos lugares", acrescenta.

Para comemorar a volta de Tutankamon a Londres depois de 35 anos, o governo britânico encomendou a Romero Britto a instalação de uma pirâmide de 15 metros - simulando a pirâmide de Gizé -, que foi exibida no Hyde Park em 2008.

Esse projeto o aproximou do príncipe Charles, que o convidou para um almoço com sua esposa Camila Parker Bowles e, posteriormente, para um jantar de gala no Palácio de Buckingham. "Nunca imaginei que um dia ia entrar no Buckingham Palace", comenta Romero Britto.


Em seu estúdio, no distrito de Wynwood, em Miami, Romero Britto explica que aprendeu a unir o tempo de seu hemisfério criativo ao tino de empresário para poder responder às "responsabilidades do sucesso".

Dessa maneira, e com a ajuda de inúmeras pessoas que trabalham numa espécie de estrutura de produção artística - que em 2008 somou 14 milhões de dólares em vendas -, Romero Britto responde a uma demanda global crescente por sua assinatura.

Ele vai ser o artista oficial da Copa do Mundo de futebol da África do Sul em 2010. Os retratos que pintou dos pilotos de Fórmula 1 ficarão expostos até o fim do mês em Cingapura por ocasião do Grande Prêmio neste país; e, nos próximos meses viajará ao Qatar e aos Emirados Árabes a convite dos reis desses países.

A simplicidade de sua arte multicolorida conseguiu encantar, além de monarcas, figuras como Bill Clinton, Andre Aggasi, Ronaldo, Madonna e Arnold Schwarzenegger, que sempre compram suas obras para si mesmos ou para presentear outras pessoas.

Apesar de muitos críticos considerarem seus trabalhos extremamente simples e fruto de sua falta de formação artística, Romero Britto, um autodidata, acredita que sua obra agrada porque tem ingredientes de todas as partes.

E ensaia uma definição: "Vejo minha arte como uma mistura do carnaval do Brasil, com um pouquinho da liberdade dos Estados Unidos, do espírito da Ásia, a velocidade da Rússia e algumas velhas tradições da Europa".

Fonte: AFP Paris


sábado, 17 de outubro de 2009

História do meu bairro: Várzea (Continuação)


O Recife têm muitas histórias. Entre elas, as histórias dos seus bairros. Onde guardam suas lembranças e mantêm as tradições. A cidade está repleta de pontos turísticos ainda, desconhecidos para muitos moradores. A comunidade da Várzea do Capibaribe é um exemplo real…

No passado, foi líder na economia pernambucana. A produção de cana-de-açúcar movimentava os negócios. Segundo o relatório do holandês Adriaen Verdonck em 1630, encontrava-se na Várzea, a melhor e a maior parte do açúcar do Estado. Ele acrescenta que, além da riqueza, o local era a melhor e mais bela moradia dentre os melhores lugares de Pernambuco.


Outro aspecto na história do bairro é marcado pela vanguarda que combateu os holandeses na Batalha dos Guararapes. No engenho São João, os lideres do movimento discutiam planos de revolta contra os “invasores”. Portanto, além do poderia econômico a Várzea foi local de resistência popular. O corpo do lider índio Felipe Camarão, um dos heróis das batalhas que resultou na expulsão dos holandeses, está enterrado na Igreja Matriz da Várzea.


De acordo com o Livro que cria o Estado do Brasil de 1612, a Igreja Matriz, dedicada a Nossa Senhora do Rosário, abrigou a 1ª freguesia suburbana do atual município do Recife. Portanto, a Várzea é o 1º bairro da capital pernambucana. A Igreja matriz passou por reformas, entre 1868 e 1872, modificando totalmente sua arquitetura. Recentemente, o Departamento de Arqueologia da Universidade Federal de Pernambuco, (UFPE) encontrou um cemitério de vítimas das 2 batalhas dos Montes Guararapes na sacristia da Igreja.

A Várzea é um dos bairros mais antigos do grande Recife. Com um pouco mais de 400 anos, é o 2º maior bairro da cidade e um dos mais bonitos também…Os moradores se orgulham da beleza do lugar. No século XX, a Várzea se destacou em produção e industrialização de cana-de-açúcar no Brasil. Atraía turistas de todo o mundo.

Hoje, o bairro não pode contar muito com esse auxílio, mas ainda assim, conta com diversos pontos turísticos que encantam o mapa geográfico da cidade. Entre eles, cito alguns: a Praça Pinto Damásio, a Igreja Nossa Srª do Rosário e as Instituições Brennand (Oficina Francisco Brennand e Instituto Ricardo Brennand).





O bairro também é constituído por muitos comércios, como: mercados, papelarias, livrarias, padarias, bares, restaurantes, churrascaria, pizzarias, sorveterias, farmácias, lan houses e etc.

Com tudo isso o bairro da Várzea pode ser considerado um marco eterno na história da cidade do Recife.